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terça, 18 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Cerveró revela que entrou na Petrobras por indicação de Zeca e Delcídio

17 dezembro 2015 - 10h54Por Bom Dia Brasil

Em depoimento à Procuradoria-Geral da República, o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, declarou que foi apadrinhado pelo deputado federal e ex-governador Zeca do PT, pelo senador Delcídio do Amaral (PT) e pelo ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu. Esta é a primeira vez que Zeca é citado no âmbito da Operação Lava Jato.

De acordo com informações veiculadas no programa ‘Bom Dia Brasil’, da Rede Globo, ele confessou que, juntamente com Delcídio, recebeu propinas em um contrato de compra de turbinas a gás pela Petrobras. Na época, o senador petista era diretor de Gás e Energia e Cerveró gerente dele, durante a administração do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

O ex-diretor ainda disse que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, foi o primeiro negócio que rendeu propina a políticos depois que ele assumiu a Diretoria Internacional e, por isso, se comprometeu a repassar US$ 2,5 milhões para Delcídio concorrer nas eleições de 2006 ao governo de Mato Grosso do Sul.

Mais tarde, Cerveró precisou do apoio do PMDB para manter a posição e realizou os acertos em jantar na casa do senador Jader Barbalho, com a presença do presidente do Senado, Renan Calheiros. Em troca, ele repassaria US$ 6 milhões para o partido, que seria desviado dos contratos de compra de navios-sonda pela estatal.

Delação premiada

Nestor Cerveró prestou os depoimentos na sede da Polícia Federal, em Curitiba, por meio do acordo de delação premiada, que ele aceitou para reduzir as penas já recebidas. Ele está preso desde janeiro e já foi condenado em dois processos, que somam 17 anos de reclusão.

O senador Delcídio do Amaral foi preso em 25 de novembro tentando obstruir as investigações. Ele estaria planejando uma rota de fuga para Cerveró deixar o país. Em troca, ele pagaria uma pensão à família do ex-diretor da Petrobras e ele não mencionaria seu nome na delação.

A reportagem tentou entrar em contato com o deputado federal Zeca do PT por telefone, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.