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Política

03/06/2014 11:39

Chiquinho Teles queria uma CPI da Folia, mas Câmara rejeita

Esvaziamento

Diante das supostas irregularidades apresentadas pela atual presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fundac), Juliana Zorzo (PSC), em audiência pública realizada nesta terça-feira (3), o presidente da Comissão de Cultura, Chiquinho Telles (PSD) decidiu apresentar pedido oficial para abertura da CPI da Folia, que investigue os gastos com pagamentos de atrações artísticas e culturais bem como o calote dado em vários artistas. No entanto, momentos depois, durante a Sessão Ordinária, dois dos onze vereadores que apoiavam o pedido de Telles, retiraram suas assinaturas.

O vereador justificou a retirada da assinatura com o argumento de que a Câmara está sobre um barril de pólvora devido às despesas com as últimas CPIs que levaram à cassação do prefeito e, não vê sentido em instaurar a comissão, pois o Ministério Público está com toda a documentação e realiza as investigações necessárias.

Por entender que até o momento não há provas substanciais que permitam a criação de outra CPI, específica para investigar os gastos na Fundac, o vereador Delei Pinheiro, que presidia os trabalhos, também optou por retirar sua assinatura. Dessa forma, sem as doze assinaturas necessárias, o pedido não pôde ser apresentado.

A audiência

Na audiência, a diretora-presidente da Fundac, Juliana Zorzo (PSD), informou que foram feitos relatórios apontando irregularidades e enviados para o Ministério Público e ao Tribunal de Contas, que reconheceu indícios de irregularidades, superfaturamentos, pagamentos sem empenho e, portanto, deve abrir uma investigação sigilosa.

Segundo Juliana, do relatório consta a contratação superfaturada do cantor Peninha, contratado por R$ 47.500,00, sendo que há menos de um ano ele foi contratado por R$ 20 mil. Há irregularidades também na contratação da banda Terrasamba, que recebeu R$ 231 mil, sendo um cachê de R$ 55 mil, mais o valor da produção, passagem, transporte, translado. Só em passagens foram R$ 26 mil, mais R$ 65 mil de estrutura, sendo que a Prefeitura tem contrato de estrutura.

Assegurando contar com 12 assinaturas pela criação da CPI, Chiquinho Telles pretendia conseguir ainda hoje outras dez para garantir a abertura de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

O vereador Paulo Pedra (PDT) que fazia parte da base do ex-prefeito Alcides Bernal, não acredita que existam erros nas contratações. “A Juliana Zorzo não sabe o caminhão que caiu e não sabe o que é cultura. Ela é apenas uma menina que foi colocada lá”, afirmou. Sobre a criação de mais uma CPI para investigar irregularidades no governo anterior, Pedra retrucou: - ”Porque os vereadores não criam outra CPI para investigar a atuação do atual prefeito, Gilmar Olarte (PP). Estou querendo montar uma CPI paralela do Gaeco, tenho cinco votos aqui e irei atrás de mais dez” finalizou Pedra.

Insistente

Chiquinho Telles admitiu a não instalação da CPI, mas deixou claro que a Comissão de Cultura, da qual é presidente, fará audiências pela cidade para apurar e reunir provas que incrimem o ex-prefeito Alcides Bernal.

Em tempo de eleições e pelo fato de Chiquinho pretender concorrer ao cargo de deputado estadual, essa determinação em instaurar uma CPI, mesmo que Ministério Público e Tribunal de Contas estejam investigando as supostas irregularidades, e agora, levar as questões de valores das contratações para audiências públicas, deve servir mais como uma jogada política do que uma solução para os eventuais erros cometidos.


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