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Chocolate usa tribuna para desabafar retaliação

Pressão

17 OUT 2013
Juliene Katayama
12h02min
Foto: Izaias Medeiros/Câmara

Depois da retaliação, o vereador Chocolate (PP) subiu à tribuna, nesta manhã, para desabafar a pressão que tem sofrido desde sua posição contrária ao prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP). Ele não conteve a emoção e chorou comovendo os colegas. O vereador votou pela abertura da Comissão Processante, na última terça-feira, que poderá cassar o mandato do prefeito.


No mesmo dia da votação, o Chefe do Executivo assinou a exoneração de Claudia Nubia Ferreira Duarte, mulher de Chocolate, que estava nomeada na Secretaria de Governo. Mas o prefeito voltou atrás da sua decisão e revogou o decreto de exoneração, publicada no Diogrande desta quinta-feira.


No entanto, Chocolate afirmou que não permitirá que sua mulher volte a trabalhar na prefeitura. "Não quero que ela volte", ressaltou. Para ele, caso ela retorne ao su posto, continuará sofrendo perseguição do grupo do prefeito.


Segundo o vereador, esta não foi a primeira vez que sofreu perseguição após o rompimento com Bernal. Conforme desabafou na tribuna, desde seu afastamento, em março deste ano, pessoas ligadas ao prefeito usaram as redes sociais para atingi-lo. "São pessoas da prefeitura que me mandam mensagens constrangedoras", disse.


Ele também afirmou que não foi criticado pelos seus eleitores. Pelo contrário, o vereador tem recebido mensagens nas redes sociais de apoio e congratulações pela atitude. "No Facebook só apanhei do pessoal do Bernal, a maioria das pessoas me elogiaram", pontuou.


Quebra - Chocolate revelou que seu rompimento com o prefeito aconteceu depois de Bernal o mal tratou em algumas situações. "Ele me chamou a atenção uma, duas, três vezes. Na terceira eu coloquei um ponto final", explicou. No início do mandato, ele era o vereador mais próximo do Chefe do Executivo. Estavam sempre juntos e até serviu de motorista.


Mas depois do início dos conflitos, Chocolate se afastou do prefeito e sua atuação como vereador passou a ser independente. O primeiro sinal de que a relação estava em crise foi quando votou contra os vetos de Bernal sobre reajuste dos salários dos servidores. A partir daí, a pressão contra ele se intensificou.


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