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domingo, 16 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

'Codinome' de Olarte gera bate boca em sessão da Câmara

10 setembro 2015 - 12h05Por Dany Nascimento

O clima esquentou entre os vereadores da Câmara Municipal na manhã de hoje (10), durante a sessão ordinária. Ao fazer o uso da palavra, a vereadora Luiza Ribeiro (PPS) acabou se referindo ao prefeito afastado, Gilmar Olarte (PP) como "Goiano", gerando revolta do vereador Carlão, que rebateu as afirmações da parlamentar.

Luiza estava respondendo uma reivindicação do vereador Coringa (PSD), que ressaltou a falta de alimentos em uma escola da região das Moreninhas. "O engraçado vereador, é que na gestão do Goiano, prefeito afastado Gilmar Olarte, o senhor não utilizava a palavra para fazer este tipo de reivindicação".

No mesmo instante, Carlão rebateu a palavra utilizada e disse que se Olarte era "Goiano", Luiza seria a "Catraquinha", já que na primeira gestão de Alcides Bernal (PP), Luiza pulou a catraca de um ônibus para acompanhar o prefeito, que estava no interior do veículo.

Diante dessa situação, o presidente da Câmara Municipal, Flávio César (PT do B) pediu em tom alterado, que ambos retirassem as palavras de ofensas utilizadas. De imediato, Carlão se retratou e criticou a postura da colega ao falar de Olarte.

Porém, Luiza não demonstrou vontade de retirar o termo utilizado e foi convocada por mais duas vezes pelo presidente, até que retirou a palavra. "Eu retiro a palavra Goiano, mas não vejo erro na minha fala, já que este é um apelido de infância do prefeito-afastado devido as inicias G do seu nome e O de seu sobrenome", disse Luiza.

O presidente afastado da Câmara Municipal, Mario Cesar confirmou em depoimento ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que o “Goiano” que aparece várias vezes em escutas da operação Lama Asfáltica, da PF (Polícia Federal), seria o prefeito afastado, Gilmar Olarte (PP por liminar).

Segundo as investigações, Goiano foi fundamental na compra de votos para a cassação do então prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal (PP), em março de 2014, que está sendo investigada na Operação Coffee Break.