O coordenador do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), Marcos Alex Vera de Oliveira afirmou na manhã de hoje (2), que dois vereadores e um deputado estadual devem prestar depoimento a partir das 14 horas na Operação Coffee Break, sobre possível envolvimento na cassação de Alcides Bernal (PP).
O vereador Ayrton Araújo (PT) confirmou que foi convocado para estar na sede do Gaeco hoje e garantiu que seu depoimento ocorre apenas para prestar esclarecimento. "Fui chamado para prestar esclarecimentos, essa na verdade é uma prática que o Gaeco vai utilizar e vai convocar todos os vereadores para tirar dúvidas que ficaram".
Porém, contradizendo a afirmação do vereador, o coordenador do Gaeco afirmou que apenas os vereadores Paulo Siufi (PMDB), Airton Saraiva (DEM), Chocolate (PP), Edil Albuquerque (PMDB), Gilmar da Cruz (PRB), Edson Shimabukuro (PTB), Jamal, Carlão (PSB) e o presidente afastado da Câmara Municipal de Campo Grande, vereador Mario Cesar (PMDB), citados nas investigações, serão ouvidos.
Segundo o coordenador, apenas o deputado estadual será ouvido na condição de testemunha. Os 17 celulares apreendidos na Operação foram encaminhados na manhã de hoje para o Instituto de Criminalística, que vai criar uma força tarefa para analisar os conteúdos dos aparelhos, que segundo Marcos, é extenso e necessita de uma análise detalhada.
Nas conversas, o Gaeco constatou que existem pontos que ligam a Operação Coffee Break com a Operação Lama Asfáltica, que investiga uma organização criminosa que teria fraudado diversas licitações em obras públicas de Mato Grosso do Sul, com prejuízos estimados em R$ 11 milhões aos cofres públicos sobre o montante fiscalizado, que soma R$ 45 milhões.
Segundo o coordenador, algumas conversas foram apagas pelos investigados e o Instituto garantiu que tudo será recuperado para dar sequência aos trabalhos desenvolvidos na Operação.
Após ouvir o deputado e os vereadores, o Gaeco ainda pretende ouvir outras quatro pessoas até a próxima sexta-feira (4), porém, as outras quatro serão ouvidas na condição de testemunha.
Questionado sobre a data do depoimento do prefeito afastado da Capital, Gilmar Olarte (PP), o coordenador diz que isso ainda não foi definido.
A Operação está na segunda fase e contará com a terceira etapa. Marcos Alex destacou ainda que entrou com um pedido de quebra de sigilo fiscal no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) e aguarda uma resposta.
A PF (Polícia Federal) acompanha as investigações devido ao indício de provas se cruzar com a Operação Lama Asfáltica.







