Decepcionados com a pouca adesão da terceira edição do movimento "Vem Pra Rua", realizado ontem (16) em todo o país e que reuniu cerca de 3 mil pessoas em Campo Grande, os deputados estaduais enfatizam a mensagem do protesto, que representa o clamor da população por mudanças, diante de um governo que sofreu bastante desgaste nos últimos anos.
Conforme a deputada Grazielle Machado (PR), a manifestação teve um número menor de participantes em comparação com as duas primeiras edições, porém, a exibição das dificuldades financeiras que permanece nas famílias brasileiras estão cada vez mais claras. "A primeira manifestação foi grande, feita em voto de protesto. Esta última manifestação não foi o que se esperava, mas o anseio está na casa das pessoas, nas dificuldades, a população passa por dificuldades financeiras e precisa de mudanças".
Assim como Grazielle, o deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB) garante que o foco deve ser o desejo de transformação política feito pela população e não a quantidade de participantes. "O protesto mostrou que a população quer mudança. O número não se mede. Eu medi o protesto que está generalizado e a população que clama por mudança".
Questionado sobre a insatisfação dos populares com o PT à frente do Governo Federal e também das reclamações feitas pelos sul-mato-grossenses, que demonstram rejeição ao PMDB após os escândalos da Operação Lama Asfáltica, Rocha afirma que a crise se agravou na Capital após a saída dos peemedebistas do poder.
"A população fala em insatisfação, mas tem que lembrar que esse crise começou em 2012, porque até dezembro de 2012, Campo Grande estava em ordem, não tinha greve. Tinha problemas na saúde, mas era mais ameno e hoje, deu no que deu", diz o parlamentar.
Em defesa de seu partido, o deputado estadual Cabo Almi (PT) afirma que os protestos foram organizados pela oposição que ainda não aceitou os resultados das urnas. No entanto, ele destaca que a presidente Dilma Rousseff (PT) deve repensar em uma forma de superar a crise, para que isso não respingue de forma negativa nos membros do partido.
"Eu acredito que com essas manifestações, continua uma insatisfação pelo governo da presidente Dilma devido ao aumento de impostos, mas é um momento difícil, aqueles que perderam a eleição continuam na vigia de prontidão fazendo oposição, eles não aceitam os resultados. O cenário é difícil, mas essas manifestações reforçam a tese de que governo precisa acertar e combater inflação. Não é que a Dilma está errando, o mundo passa por instabilidade, os países estão passando por isso e o Brasil não ficaria. Isso prejudica o PT, teremos grandes dificuldades para manter os quadros, fazer quadros novos, se não saímos dessa situação política, a tendência é de diminuir o nosso tamanho na política", conclui.







