O ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB) demitiu o presidente da Funai (Fundação Nacional do Índio), Antônio Fernandes Toninho Costa porque ele não aceitou nomear 25 membros do PSC (Partido Social Cristão). A decisão teve o aval do presidente da República, Michel Temer (PMDB).
A decisão de exonerar Toninho foi tomada na quarta-feira (19), dia do índio, e foi pedida pelo líder do Governo na Câmara, deputado André Moura (PSC-CE). Segundo o Congresso em Foco, o presidente da entidade teria se assustado com a notícia.
Os 25 nomes impostos por André Moura para serem contratados pela Funai não são de carreira do órgão. O deputado exigiu que fossem nomeados nas áreas de finanças e de gestão da fundação. Alguns nomes que o ministro Serraglio deve confirmar vão ocupar superintendências em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, Roraima e em Mato Grosso do Sul.
Além de André Moura, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), do mesmo partido de Serraglio, também pressionou para a contratação dos 25 assessores especiais da Funai. Os dois deputados ganharam a chancela do presidente nacional do Partido Social Cristão, pastor Everaldo Pereira. As ameaças começaram no segundo dia da gestão de Antônio Costa. Como o presidente da Funai não acatou o pedido, sofreu ameaças de Pereira, que, com o dedo em riste, gritou que o era o ''dono'' do cargo.







