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Política

11/07/2015 07:59

Com eleitor exigente, pré-candidatos já começam a se preparar para as eleições

O perfil do eleitor brasileiro mudou nos últimos anos e as antigas técnicas de campanha já não garantem a vitória dos políticos consagrados. Isso ficou bastante claro em 2012, seja através dos movimentos nas ruas pela redução da tarifa de ônibus ou pela eleição de candidatos considerados ‘azarões’, que não tinham apoio político forte ou mesmo recurso financeiro em abundância.

Neste cenário onde as previsões apontam a pulverização de candidaturas e o acirramento da disputa, os pré-candidatos que possuem interesse em assumir a prefeitura de Campo Grande não podem mais ficar limitados às articulações políticas entre partidos e começam a se preparar para o debate de ideias, traçando planos de governo e promovendo ações para se aproximar da população.

Com um número alto de pretendentes, poucos possuem a certeza quase absoluta que vão passar pela avaliação da população nas urnas em 2016, mas quem não abre mão da vaga já está se movimentando. No PMDB, o deputado estadual Marquinhos Trad concilia o desafio de encontrar uma nova legenda – problema que está praticamente resolvido com a provável janela partidária e mudança para o PSD – e a análise da situação de Campo Grande.

Sempre apresentando projetos de desonerações fiscais e tomando a frente de investigações sobre a Energisa, em conversa nos corredores da Assembleia Legislativa ele revela que está estudando as propostas de mobilidade urbana para a Capital, a situação das obras em andamento e obras paralisadas, além dos problemas nas áreas da saúde, educação, folha de pagamento, entre outros. As soluções devem estar na ponta da língua durante a campanha.

Nos bastidores, o deputado estaria ainda orientando vereadores ligados a ele para manter o atual prefeito, Gilmar Olarte (PP), blindado no cargo. Marquinhos nega qualquer interferência, mas admite publicamente que é contra a criação de uma comissão processante neste momento. Para os pré-candidatos, a saída de Olarte poderia ser prejudicial se o interventor, escolhido através de eleições indiretas, conseguir fazer um bom trabalho e pavimentar uma possível reeleição.

Foto: Geovanni Gomes

Foto: Geovanni Gomes

Ainda tratando de PMDB, o presidente da Casa de Leis, vereador Mario Cesar, também possui interesse no pleito e não ficou para trás. Além de liderar uma comissão que foi à Brasília negociar melhorias no projeto de duplicação da BR-163 direto com o Ministério da Cidade, o parlamentar busca sempre mostrar a independência da Câmara Municipal em relação à prefeitura.

No PT, é possível observar as movimentações do presidente da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul), Ricardo Ayache. Trabalhando em silêncio, ele inaugurou no mês passado o Instituto Diálogo (Instituto e Laboratório de Elaboração de Políticas Públicas, Cidadania e Desenvolvimento Urbano) que será usado como “ferramenta para o debate”, com o objetivo de discutir os problemas da sociedade e apresentar ações propositivas.

Foto: Geovanni Gomes

Foto: Deivid Correia

Vice-governadora e titular da Sedhast (Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho), Rose Modesto, não quer o título de pré-candidata do partido, apesar de ter apoio da maioria absoluta no ninho tucano. Ela prefere manter o foco nas ações da secretaria e nas atividades de auxílio ao governador Reinaldo Azambuja (PSDB), mas a verdade é que uma boa atuação nessas funções pode garantir o brilho que faltava para ser coroada a aposta do PSDB em Campo Grande.

Pelo PSB, Tereza Cristina trabalha em soluções para reestabelecer o equilíbrio econômico do munícipio. Em sua análise, ela percebeu que o próximo prefeito terá que adotar medidas impopulares. “A pessoa que tiver a oportunidade de ganhar essa eleição vai ter que ter mão firme para retomar o crescimento de Campo Grande, voltar a ser a prefeitura que possui poder de investir, nossa cidade não tinha favelas e agora elas voltam a existir. Ainda mais nesse cenário de crise nacional, em que o país está falido”, disse em entrevista recente.

Foto: Geovanni Gomes

Foto: Arquivo Top Mídia News

Também pré-candidato, Marcio Fernandes deverá enfrentar a concorrência dos colegas de partido que possuem o mesmo objetivo como a deputada Mara Caseiro e o vereador Flávio Cezar. Médico veterinário, o parlamentar investe bastante em projetos de proteção aos animais, mas trabalha também na divulgação de suas ações para o público em geral através de outdoors e informativos. Principal bandeira, ele destaca a aprovação de uma lei que reduziu os preços do protetor solar em Mato Grosso do Sul.

Pelo menos outros cinco partidos também desejam lançar candidato e devem aproveitar as ferramentas que possuem a disposição. A concorrência interna seria, inclusive, o principal motivo do racha entre Beto Pereira e Dagoberto Nogueira, ambos do PDT. Entre os pré-candidatos ainda aparecem Edson Giroto (PR), Semy Ferraz (Psol), Pedro Kemp e Amarildo Cruz (PT), Tereza Name (Sem Partido), Carlos Marun e Antonieta Amorim (PMDB), Alcides Bernal (PP) e o atual prefeito, Gilmar Olarte (PP).

Nesta lista, apenas Edson Giroto deve ser descartado do pleito. Envolvido nos escândalos desvendados pela Operação Lama Asfáltica, o ex-secretário de obras precisou deixar o cargo de assessor especial do Ministério dos Transportes e deve observar seu índice de rejeição crescer exponencialmente. Sem o principal líder, o PR pode inovar e apostar em candidatos com propostas novas, podendo lançar, inclusive, a deputada estadual Grazielle Machado.

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