O Governador Reinaldo Azambuja (PSDB) declarou na manhã desta quarta-feira (25) - durante apresentação do mascote da saúde - que apesar de toda a polêmica sobre a Caravana da Saúde, sua gestão vai tocar o projeto e levar atendimento às pessoas ‘doa a quem doer’. Dentro da ação avaliada por Azambuja em mais de R$ 80 milhões, há a Carreta da Visão que está envolvida em escândalos em quatro estados do país e custará inicialmente R$ 18 milhões aos cofres sul-mato-grossenses.
Questionado se foi feito um estudo por parte do governo que aponta que privatizar os R$ 18 milhões é melhor que investir o montante milionário na oftalmologia da Santa Casa, São Julião e cidades do interior como Fátima do Sul, o governador não respondeu, mas disse que tem procurado contratar serviços de boa qualidade e melhor preço.
“O governo tem procurado contratar os serviços de boa qualidade e melhor preço. Oferecemos a modalidade de licitação credenciamento e somente esse instituto aparecer até agora. Aqueles profissionais que queiram atender pela tabela SUS são bem vindos, a ata está aberta. Para você ter uma ideia, no ano de 2014 foram 1,6 mil procedimentos de catarata. Então, se nós continuássemos no mesmo ritmo do governo anterior iriamos demorar 9 anos para zerar a fila que hoje está em 18.800 pessoas”, declarou.
A reportagem questionou ainda o fato de o projeto da Caravana da Saúde não ter chegado ao Conselho Estadual de Saúde, que é quem aprova os gastos da pasta. Em resposta, Reinaldo disse que está sendo discutido, mas que não vai ficar esperando a burocracia.
“Nós não vamos ficar esperando a burocracia que atravanca para fazer atendimento as pessoas. Tem gente que cria obstáculo para atender, mas nós não. Criamos um modelo dentro da legalidade e a Caravana está montada. Isso é uma obsessão do governo, se precisar vamos nos contrapor a esses feudos. A questão é atendimento: tem gente esperando, gente morrendo na fila e o estado estava omisso. Nós vamos fazer isso doa a quem doer”, frisou.
Atendimentos começam na quinta-feira
Segundo o governador, os atendimentos começam já nesta quinta-feira (26), na cidade de Coxim. Em seguida vão para Ponta Porã, Paranaíba, Três Lagoas, percorrendo os 11 polos regionais e deixando nesses polos a continuidade dos atendimentos.
“Coxim fica lá um aparelho de tomografia computadorizada, um raio x digital, um aparelho de mamografia, e vamos ver se o Ministério autorizar faremos ainda a implantação da hemodiálise. Nos outros polos será o mesmo procedimento. Esse trabalho vai levar saúde, procedimento cirúrgico, tomografia, ressonância, enfim, zerar a fila de espera em 2015”, afirmou.
Sobre o número de pessoas aguardando na fila, o governador disse serem 18.800, mas revelou que os dados não são precisos. “Os dados não são precisos como deveriam ser e por isso estamos organizando ao sistema de regulação para que possamos trabalhar com números exatos”, pontuou.
O sistema de regulação é responsável pelo gerenciamento e priorização dos fluxos assistenciais do SUS, isto é, marcar consultas, exames, cirurgias, escolher as unidades de saúde mais próximas e os tratamentos que necessitam de urgência, entre outras.







