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Com Estado em déficit, Azambuja estuda reajuste zero para servidores em 2017

Governo do Estado teve dificuldades para juntar recursos do 13º do funcionalismo público

14 DEZ 2016
Airton Raes
07h00min
Foto: Geovanni Gomes

O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), deve encerrar o ano com as finanças do Estado em déficit e estuda dar ‘reajuste zero’ aos servidores públicos em 2017. Gastando mais do que arrecada, Azambuja teve dificuldades para conseguir juntar o R$ 1,2 bilhão para pagar a folha de novembro, dezembro e o 13º salário dos servidores neste ano.

O Governo do Estado encerrou 31 de outubro com déficit de R$ 337 milhões. De acordo com o balanço, o Poder Executivo arrecadou R$ 8,5 bilhões em receitas, mas pagou R$ 8,8 bilhões em despesas. Entretanto, corre o risco de o Estado não conseguir reverter o quadro e fechar o exercício financeiro em déficit.

Entre as medidas para redução de gastos, o governo estadual estuda dar 'reajuste zero' por mais um ano aos servidores públicos. “Estamos estudando as medidas. Esses ajustes não são medidas amargas, mas necessárias para garantir investimentos para os anos seguintes", afirmou Azambuja. Em 2016, o governo deixou de arrecadar R$ 700 milhões.

O desafio de dezembro foi juntar os recursos para pagar o 13º salário, que soma cerca de R$ 400 milhões para os 48.624 servidores ativos e 23.626 inativos. Para isso, o Estado atrasou o repasse de fornecedores e de pagamentos de outras secretarias.

Outra medida da reforma pretendida pelo Poder Executivo é o aumento da contribuição previdenciária dos servidores de 11% para 14%. Também é estudado o corte de até 30% dos cargos comissionados do Estado.  O governo afirma ainda que as medidas de contenção ocorrem, justamente, para evitar que a situação seja grave como já ocorre com os estados do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, onde servidores estão com salários atrasados ou divididos em parcelas.

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