Assim como em outras capitais brasileiras, Campo Grande será palco no próximo domingo (3) do movimento ‘Reaja Brasil’, que promete reunir apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em protestos por todo o país. A concentração na Capital de Mato Grosso do Sul está marcada para às 10h, na Praça do Rádio Clube, região central da cidade.
Com pautas como o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, “Fora Lula” e “Anistia Já” para presos dos atos de 8 de janeiro, o movimento ganha força entre lideranças conservadoras da região. Em Campo Grande, o principal articulador da mobilização é o vereador Rafael Tavares (PL), que tem incentivado a participação popular por meio das redes sociais e ações nas ruas.
Faixas com frases de protesto foram colocadas em pontos estratégicos da cidade, como no viaduto da Avenida Afonso Pena com a Rua Ceará, em uma tentativa de sensibilizar motoristas e moradores simpáticos às causas defendidas pelo grupo.
A mobilização também chegou a Dourados, a segunda maior cidade do estado. Lá, a vice-prefeita Gianni Nogueira (PL) liderou neste sábado (26) um adesivaço e buzinaço pelas principais avenidas da cidade, acompanhada por apoiadores. Durante o percurso, foram distribuídos adesivos com mensagens de apoio ao movimento e críticas ao atual governo.
Ao citar o ex-presidente Bolsonaro, Gianni criticou o que considera censura nas redes sociais e afirmou que a mobilização é uma defesa da liberdade de expressão:
“Nosso presidente está censurado e não é só ele, todos nós estamos sendo censurados nas redes sociais. Isso é um planejamento para o futuro do ano que vem, para você não poder falar a verdade, para você não poder lutar por liberdade. Nós estamos lutando hoje, gritando hoje, para que o nosso amanhã seja de um país livre, desenvolvido. O Brasil não merece o que o Lula e o Alexandre de Moraes têm feito com a nossa nação”, declarou.
Em Dourados, a concentração será a partir das 15h, no Parque do Lago, na Avenida Marcelino Pires.
Motivo da revolta popular
Sem qualquer condenação, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sofreu uma série de medidas cautelares impostas pelo ministro Alexandre de Moraes na última sexta-feira (18).
A Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca na residência de Bolsonaro em Brasília e no escritório da sede nacional do Partido Liberal, também na capital federal.
O líder da direita deverá cumprir recolhimento domiciliar entre 19h e 6h de segunda a sexta-feira e em tempo integral nos fins de semana e feriados; ser monitorado com tornozeleira eletrônica; não poderá manter contato com embaixadores, autoridades estrangeiras e nem se aproximar de sedes de embaixadas e consulados. As medidas foram pedidas pela Polícia Federal (PF), com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Bolsonaro fica impedido de ter contato com seu filho, o deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos.







