Campo Grande vive a pior crise financeira de sua história, e muito do problema pode ser atibuído a má gestão do prefeito Gilmar Olarte, que assumiu após a cassação de Alcides Bernal, em 13 de março do ano passado. A atual administração, inclusive, chegou a atrasar os salários dos servidores municipais.
Em 2014, alegando não ter dinheiro em caixa, Olarte precisou negociar com os professores para pagar o reajuste dos 8,46% sobre os reajuste ao piso nacional dos docentes que entraram em greve. Neste ano, com novo aumento do piso nacional dos professores, o prefeito já avisou que não garante o reajuste, determinado por lei.
Mesmo com os problemas financeiros, a prefeitura segue com excesso de servidores comissionados chegando a 1,9 mil funcionários sob o custo de R$ 13 milhões a cada 30 dias. Se somado o gasto com funcionários temporários, o rombo chega a R$ 30 milhões ao mês.
Além disso, o gasto com tapa-buracos chega a R$ 13 milhões ao mês, e segue em crescimento, mesmo com denúncias de execuções dos serviços em locais não danificados, aparecendo a cada nova semana.
Conforme parlamentares da oposição, o que está ocorrendo em Campo Grande é um "verdadeiro limpa" nos cofres municipais, com dinheiro público sendo desperdiçado. Já a população reclama do descaso em que a cidade vem sendo tratada pelo poder público.
Em meio à crise, a cidade não conseguiu oferecer a contrapartida para dar continuidade aos projetos do Governo Federal, como PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) Mobilidade, por exemplo. Para isso, o prefeito teve que recorrer à Câmara Municipal, o novo pedido. Com isso, a Capital terá que pagar por dois empréstimos para ter obras concluídas.
Em 2015, mesmo com apenas dois meses, o Olarte acabou passando por novo desgaste. Primeiro, teve a abertura do processo iniciado pelo Ministério Público Estadual, onde é acusado de ser o principal mentor em esquema estelionatário, investigado por corrupção passiva, continuidade delitiva e lavagem de dinheiro.
Outro fato, é com relação a ameaça de sobre a sua primeira CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) devido aos escândalos de tapa-buraco "fantasma". Mesmo assim, as empreiteiras suspeitas tiveram os contratos renovados.
Os vereadores novamente apertaram, e o secretário de Infraestrutura, Valtemir de Brito, enviou o documento com 20 mil páginas contidas em CD para a Casa de Leis. Caso sejam encontradas irregularidades, os parlamentares da situação podem se unir a oposição e assinar o requerimento de abertura da CPI do Tapa-Buraco. Até o momento há oito assinaturas, de 10 que precisam.
Em dezembro, após passada a crise com os professores, o prefeito chegou a declarar que Campo Grande conseguiria retomar o crescimento. Porém, em janeiro, o prefeito voltou a falar em crise. No entanto, conforme o balanço, Campo Grande conseguiu arrecadar mais em 2014, em relação à 2013 da atual administração do ex-prefeito Alcides Bernal.







