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Política

Com moradores sem teto, prefeitura entra novamente na mira de críticas

19 maio 2016 - 14h08Por Rodson Willyams

Um novo embate entre a Câmara Municipal e o Executivo deve ter início nos próximos dias, desta vez, a discussão é sobre transferência das famílias que residiam na Cidade Deus e foram para loteamentos sociais espalhadas em outras áreas como Bom Retiro, Vespasiano Martins e Jardim Canguru. Os parlamentares querem saber em que situação está os terrenos em que as famílias foram acomodadas. 

Durante a sessão desta quinta-feira (19), um grupo de moradores realocados no Jardim Canguro foi até à Câmara pedir explicação sobre os terrenos. "Nós até hoje não temos nenhuma informação sobre o nossos terrenos. Queremos saber se realmente vai ter", disse a dona de casa, Edileuza Luiz, 38 anos. 

Segundo ela, cerca de 54 famílias estão abandonadas no local e, até o momento, não receberam nenhuma ajuda da prefeitura, com excessão das lonas doadas pela administração para construir uma acomodação provisória. "Nós estámos abandonados lá, não temos nenhuma ajuda e quando chove lá sempre alaga, por isso, viemos aqui pedir ajuda".

De acordo com o vereador Marcos Alex, do PT, no dia 8 de junho, a Câmara deve realizar uma audiência pública para obter respostas da prefeitura. "Vamos fazer essa audiência, para termos respostas, porque até o momento nada foi respondido pela prefeitura", comentou. 

O impasse

Segundo Alex, a transferência feita pela prefeitura seria uma forma de 'desmobilizar os catadores de lixo' que viviam na região e trabalhavam no lixão municipal, para retirá-los do local, foram encaminhados para outras regiões da cidade e agora permanecem abandonadas nos novos locais.

Para o petista, a prefeitura não poderia ter feito o remanejamento das famílias, sem um planejamento. "A prefeitura não poderia ter feito isso de maneira grosseira. Acho que o ato foi mais para desmobilizar os catadores de lixo. Até agora, nós não temos nenhuma informação sobre essas áreas", comentou.

A vereador Carla Stephanini, do PMDB, disse que até o momento a Câmara aguarda uma resposta da prefeitura referente às áreas. "Nós não temos informações sobre os terrenos, se são áreas públicas ou privadas, a prefeitura tem que encaminhar para a gente, caso seja necessário desafetar a área. Também é necessário ter uma matrícula para que essas famílias possam regularizar os imóveis. E ele nem mandaram qualquer projeto para nós".

Conforme a vereadora Luiza Ribeiro, do PPS, às áreas ainda não foram desafetadas. "Elas ainda não foram desafetadas porque não precisa fazer isso. Essas áreas estão em processo de construção e de regularização fundiária", explicou. A parlamentar ainda alegou que Bernal apenas cumpriu uma determinação judicial e essa foi a única medida tomada.  

Em entrevistas concedidas ao TopMídiaNews, o presidente da Câmara Municipal, vereador João Rocha, do PSDB, disse que a Procuradoria Jurídica da Casa estava analisando o caso, mas nenhuma informação foi repassada até o momento.