Diante da crise financeira e a possibilidade dos servidores municipais recebem o salário parcelado, o presidente da Câmara Municipal de Campo Grande, Mario Cesar, do PMDB, cogita a possibilidade de 'convidar' o atual prefeito Gilmar Olarte, do PP, para dar explicações sobre a real situação financeira da cidade. O anúncio ocorreu nesta quarta-feira (29), durante a sessão itinerante realizada na CRA-MS (Conselho Regional de Administração de Mato Grosso do Sul).
"Nós tratamos sobre essa questão ontem (28) na Plenária e voltamos a falar sobre isso hoje. Nós queremos saber o que está acontecendo, ele [Olarte] tem o poder de decisão sobre o que fazer e o não fazer. Mas a Câmara está atenta e queremos convidá-lo para fazer os esclarecimentos sobre todos os feitos e quais serão os próximos caminhos a serem tomados", comentou o presidente da Casa de Leis.
Mario Cesar ainda revelou que apesar dos secretários sempre comparecerem na Câmara e colaborarem quando são 'convidados'. Vale ressaltar que muitos foram sem documentos para esclarecem as dúvidas dos parlamentares.
"Nós precisamos que o prefeito nos explique. Os secretários são subordinados ao prefeito, quem toma a decisão final é ele. Então, neste momento crítico, em situação de crise, eles [os secretários] não podem se comprometer justamente porque a decisão é do prefeito", comentou o presidente.
No entanto, para o vereador Alex do PT, a situação exposta pelo prefeito não passa de armação. O parlamentar comentou sobre o caso após conseguir aprovar o requerimento que convida o secretário de finança a prestar esclarecimento sobre o pagamento ao Ministério da Saúde sobre o recurso aplicado no Gisa e que nunca funcionou. O valor pago pela prefeitura gira em torno de R$ 14 milhões por mês, em um momento em que o prefeito alega passar por uma crise.
"Essa crise foi criada, é armada, é fictícia justamente para evitar a dar reajuste a servidores. Tudo isso é fabricado. E se está em crise, quero saber de onde estão tirando dinheiro para pagar o Gisa e se estão tomando ações para fazer o ressarcimento à prefeitura", finalizou o parlamentar.







