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Política

há 10 anos

Com orçamento de R$ 3,6 bi, prefeitura da Capital é a mais cobiçada do Estado

Eleições

Maior colégio eleitoral de Mato Grosso do Sul e com orçamento de R$ 3,6 bilhões, Campo Grande é considerada a ‘galinha dos ovos de ouro’ por todos os partidos. Com a mudança no perfil do eleitor, que está cansado da velha política e está mais preocupado com proposta de governo que com rosto conhecido, muitos políticos querem arriscar a sorte, aumentando exponencialmente o número de pré-candidatos para a prefeitura da Capital.

Na Assembleia Legislativa, ao menos nove parlamentares já demonstraram interesse em entrar na disputa. Pela chance de concorrer, correligionários trocam alfinetadas entre si e não se importam de articular individualmente. A decisão final deve ficar pelas pesquisas eleitorais que já começam a circular em todos os municípios, somadas com a capacidade de aglutinar apoio de lideranças fortes, mas até as convenções muito candidato considerado ‘favorito’ pode perder o posto na última hora.

Nos maiores partidos, a disputa interna mais acirrada é do PMDB. Aguardam uma chance os deputados estaduais Marquinhos Trad e Antonieta Amorim, o deputado federal Carlos Marun e os vereadores Paulo Siufi, Carla Stephanini e Mario Cesar. Enquanto Marquinhos já declarou que está de malas prontas para outra legenda – possivelmente o PSD -, os demais precisam angariar apoio dentro da legenda e conquistar a preferência do ex-governador André Puccinelli, escalado para coordenar as articulações do partido.

Enquanto Marun e Antonieta contam com o apadrinhamento político do italiano, Mario Cesar é o presidente da Câmara Municipal e o próximo na linha de sucessão do atual prefeito, Gilmar Olarte (PP), se a comissão processante acabar em cassação. Carla mantém o discurso de ‘soldado do partido’, mas pode aproveitar a popularidade conquistada na Casa de Leis durante a crise na administração progressista e apostar na maior participação das mulheres na política. Já Siufi sempre tenta lançar candidatura, mas este ano não demonstra a mesma confiança da eleição passada.

Pelo PT, a concorrência também está forte. Além dos deputados estaduais Pedro Kemp e Amarildo Cruz, que já declararam explicitamente o interesse na prefeitura, o deputado federal Zeca do PT cogita entrar no pleito se tiver o apoio do senador Delcídio do Amaral. Para apimentar ainda mais a corrida eleitoral, o presidente da Cassems, Ricardo Ayache, gostou do resultado da sua candidatura para o Senado e deve defender o discurso da ‘renovação política’ para conquistar aliados dentro da sigla.

Com a eleição do governador Reinaldo Azambuja, o PSDB não deverá ficar de fora. Se conquistar a Capital em 2016, o partido se consolida definitivamente na tríade dos mais poderosos no cenário sul-mato-grossense e trabalha com tranquilidade até o fim do mandato tucano.  A vice-governadora Rose Modesto mantém a preferência entre os correligionários, mas o secretário de administração e desburocratização, Carlos Assis, também trabalha seu nome dentro do nicho tucano.

Legendas menores

Nos partidos de menor representatividade, os pré-candidatos encontram menos oponentes, mas a disputa é tão acirrada quanto os demais. A explicação é simples: Alcides Bernal (PP) era considerado ‘azarão’ em 2012 e saiu vitorioso mesmo sem ter a máquina na mão ou apoio de aliados fortes. Se os maiores apostam no fracasso de Gilmar Olarte para resgatar a confiança da população, os ‘nanicos’ devem reciclar o discurso da mudança e tentar a sorte na eleição que é considerada uma das mais imprevisíveis da história da Capital.

Pelo PDT, buscam uma oportunidade de concorrer o deputado federal Dagoberto Nogueira e os deputados estaduais Felipe Orro e Beto Pereira. Apesar de Dagoberto ser o nome da vez, com cadeira fixa em Brasília, ele já foi testado nas eleições municipais na Capital e pode abrir espaço para candidatos mais ‘jovens’. Nesse sentido, Orro aposta na sua experiência na prefeitura de Aquidauana e Beto quer mostrar que foi um bom prefeito para Terenos. Muita coisa pode mudar, mas nos bastidores a informação é que Beto possui padrinhos fortes ajudando.

No PT do B, a discussão centrada nos deputados estaduais Mara Caseiro e Marcio Fernandes deixou muito vereador irritado. Com três membros na Câmara Municipal, Flávio Cézar está confirmado na lista de pré-candidatos e Otávio Trad e Eduardo Romero não podem ser descartados. Ainda assim, Fernandes desponta como favorito e já recebeu a benção do diretório nacional do partido. Por sua vez, o PR pode lançar Grazielle Machado. Filha do ex-deputado Londres Machado, Grazielle deve contar com a experiência e das articulações políticas para ter um papel de destaque nas próximas eleições.

Outras legendas também pretendem lançar candidato, em parte por determinação das executivas nacionais e em parte para facilitar os arranjos políticos, pois só consegue bons espaços quem possui votos a oferecer. Nesse sentido, o PSB pode lançar a deputada federal Tereza Cristina, o PSD espera captar Marquinhos Trad e o PP pode lançar Alcides Bernal ou outro candidato que lembre a atuação do ex-prefeito. Além disso, o atual chefe do Executivo, Gilmar Olarte precisará de uma sigla para concorrer, uma vez que continua no Partido Progressista através de liminar judicial.

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