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quinta, 20 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Com pressão, deputados adiam votação para aumento de impostos

03 novembro 2015 - 13h04Por Anna Gomes e Dany Nascimento

Com a pressão de entidades e associações, que estiveram presentes na Assembleia Legislativa com faixas e gritos, a votação do Projeto de Lei que aumenta impostos em Mato Grosso do Sul foi adiadae pode ser votada na próxima sessão. O presidente da Casa, Junior Mochi (PMDB), afirmou que a proposta ainda não passou pelas permissões da ALMS e não está liberada para análise em Plenário, motivo do adiamento.

Nesta manhã de terça-feira (3), o Plenário ficou lotado, e entidades foram até a Casa de Leis para a sessão ordinária, que tinha como principal pauta o Projeto de Lei que prevê o aumento de imposto para bebidas alcoólicas, cigarro, derivados do fumo, refrigerantes, perfumes, cosméticos e o ITCD (Imposto sobre a Transmissão Causa Mortis e Doação).

O objetivo do governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), é ampliar a receita em R$ 296 milhões com o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), para evitar um possível colapso nas contas públicas nesta época de crise financeira. Até o mês de julho, o Estado arrecadou R$ 4,3 bilhões com o ICMS, o que corresponde a R$ 600 milhões mensais.

A atitude do Governo de MS vem gerando revolta entre os empresários, que acreditam no enfraquecimento das empresas do Estado. Diversas entidades, como a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, que garante que, de janeiro a julho, já houve um aumento no ICMS, que ficou 5,13% superior ao ano passado.

Com o lema de 'aumento de impostos é traição' as pessoas espalharam frases de reprovação pelo plenário da Assembleia.