Reinaldo Azambuja (PSDB) vive sua primeira crise declarada à frente do governo do Estado. Insatisfeitos, professores ameaçam paralisar as atividades por conta de uma série de resoluções publicadas em Diário Oficial sem aviso prévio. A categoria promete ir ao “embate direto” se as medidas forem levadas adiante.
A principal delas, diz respeito à abertura do processo de licitação para contratação de empresa especializada para a reestruturação do Plano de Carreira dos servidores e calculo do impacto orçamentário financeiro. Há 15 dias a categoria tenta agendar reunião com a secretária de educação do Estado, a professora, Maria Cecília Amêndola, para avançar nas negociações salariais, mas não obtiveram respostas.
“Nós não vamos recuar, estamos cansados dessa política deles. Nos alisam e dizem depois publicam no Diário Oficial coisas que nos prejudicam, sem ao menos nos informar”, critica o presidente da Fetems, Roberto Botareli.
A categoria não abre mão de participar do processo de negociação do próprio estatuto. Eles temem por “reformas maldosas” por parte do governo. “Nós estamos vendo o que está acontecendo no Paraná, o que vai acontecer em Santa Catarina, em todos os governos do PSDB. Não vamos admitir isso aqui, vamos para o embate direto”, diz Roberto.

Outro ponto de descontentamento é a tentativa da Associação dos Municípios de MS (Assomasul) de evitar embate com fazendeiros. A entidade pretende pedir ajuda ao governo federal na cobrança do Imposto Territorial Rural (ITR).
A entidade ainda teria recomendado que a Lei do Piso dos professores, para o ano de 2015, não seja cumprido caso as prefeituras já gastem mais de 52% da receita corrente líquida com despesa de pessoal.
“Eles preferem o embate com os professores do que cobrar o ITR dos fazendeiros. Nós não amos permitir que isso aconteça. Eles que demitam cargos comissionados, reduzam custos para cumprir a lei”
Uma reunião entre a categoria e a secretária de educação está marcada para esta sexta-feira (27), na Secretaria de Educação, às 15 horas. Caso não haja avanços nas negociações, os professores realizaram na próxima semana, uma assembleia para definir o dia de paralisação.
A greve pode atrasar ainda mais o calendário escolar dos estudantes da rede pública. O inicio das aulas foi atrasado para o dia 19 de fevereiro, mais de 15 dias de prejuízo para os estudantes e professores.







