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Política

26/11/2014 11:12

Com Reinaldo, Famasul se torna 'Segunda Casa Civil' e preocupa setor econômico

Alto escalão

Depois de anos tentando lutar pela industrialização de Mato Grosso do Sul, o setor econômico regional teme uma volta ao agronegócio "clássico" - voltado para a exportação de produtos primários - com o PSDB no comando da administração estadual. O receio é reforçado pelos nomes cogitados para o primeiro escalão do governador eleito Reinaldo Azambuja.

Apesar de falhar em alguns setores, em oito anos de governo o atual governador André Puccinelli (PMDB) esteve ligado diretamente a ex-secretária de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), deputada federal eleita Teresa Cristina (PSB), que teve a missão de industrializar o Estado de Mato Grosso do Sul. Com a mudança de governo, a forte ligação de Reinaldo com o agronegócio poderá  mudar o traçado industrial que Estado vinha construindo ao longo dos anos.

Nos bastidores, já existe uma frase ligada ao centro de poder do novo governo. "A Famasul é a casa do Reinaldo", dizem, em referência à Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul.

Um dos reflexos da mudança de direcionamento econômico pode ser sentido diretamente nos prováveis nomes que poderão compor o comando do alto escalão do governador eleito, Reinaldo Azambuja, em grande produtores rurais. As prováveis indicações tem gerado preocupações de alguns setores, que já questionam o fato de pessoas assumirem o comando de uma pasta sem ter a qualificação adequada ou experiência para exercer o cargo que requer responsabilidade.

Na lista dos futuros secretários está o atual presidente da Agricultura e Pecuária de MS (Famasul), Eduardo Riedel, que foi convidado pessoalmente por Reinaldo para assumir o comando da Casa Civil ou da Seprotur. Ele confirma apenas o convite, mas se recusa a falar de qual pasta pode assumir.

Com isso, a Famasul já se tornou o "braço forte" do governo na nova gestão. Riedel ainda é cotado para assumir uma das pastas da Seprotur que será dividida pelo governador eleito. À imprensa, o presidente declarou que vai analisar a proposta para deixar a presidência da Instituição para comandar uma secretaria. “Dentro da Lei é normal, mas não acho ético ser secretário e presidente da Famasul ao mesmo tempo”, opinou.

Outro cotado para ocupar uma das pastas da Seprotur, a Secretaria da Indústria, Comércio, Serviços e Turismo desmembrada por Reinaldo Azambuja é o ex-presidente da Famasul, Ademar da Silva Junior, que poderia comandar a pasta. Ele tem uma longa carreira dentro do setor do agronegócio.

O deputado Zé Teixeira (DEM) também é cotado para cuidar da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Vigilância Sanitária, que será criada. O deputado confirmou o convite, mas não sinalizou se vai deixar o mandato parlamentar para ocupar o cargo.

O presidente regional do PSDB, deputado federal eleito Marcio Monteiro, também é cotado para assumir a Secretaria da Fazenda. Porém, o próprio deputado não confirmou se vai assumir. "Isso ainda não foi definido, não temos nada acertado. A prioridade neste momento é com a equipe de transição que está fazendo todos os levantamentos", justificou.

O atual coordenador da equipe de Transição, empresário Marcelo Miglioli pode assumir a Secretaria de Infraestrutura. O coordenador de campanha de Reinaldo Azambuja, Sérgio de Paula; o promotor Silvio Maluf; o presidente regional do Solidariedade, Alessandro Menezes; o dirigente do PPS, Athayde Nery também podem integrar o primeiro escalão do novo governo.

Competência - Ao ser questionado sobre a eficácia de agropecuaristas ocuparem pastas que não tenha ligação com a atividade inicial, Eduardo Riedel, justificou  afirmando que o que deve ser levado em conta é a formação acadêmica de cada pessoa.

"Tem muita gente que se diz produtor rural, tem um sítio, mas às vezes é PHD em alguma determinada área de atuação. Então, eu acho que a gente tem que fazer uma avaliação sem valor de juízo e sem preconceituar ninguém", comentou.

Marcio Monteiro também lembrou que tem muitos gestores que possuem outras formações e são bom administradores. "Nós temos na política muitos advogados, médicos que são excelentes administradores e não vejo problema nenhum em assumirem cargos políticos", finalizou.

   

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