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domingo, 16 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Comissão da Assembleia cobra documentos da operação Lama Asfáltica

01 setembro 2015 - 18h23Por Dany Nascimento

O deputado estadual Pedro Kemp (PT) afirmou, ao TopMídia News, que a Comissão criada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, composta por  Lídio Lopes (PEN) e Mara Caseiro (PTdoB),  Eduardo Rocha (PMDB), Angelo Guerreiro (PSDB) e Pedro Kemp (PT), para acompanhar a Operação Lama Asfáltica, definiu na semana passada, o presidente e o relator da comissão.

Segundo Kemp, o deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB) é o presidente e a deputada Mara Caseiro (PT do B) será a relatora da comissão.

Em seguida, os membros se reuniram e enviaram ofícios para o MPE (Ministério Público Estadual), MPF (Ministério Público Federal) e para a PF (Polícia Federal) solicitando os documentos que foram utilizados até o momento, para que os parlamentares entendam e tenham conhecimento das investigações.

Questionado sobre o tempQo estimado para ter em mãos os documentos, Kemp afirma que não existe prazo e que a comissão está aguardando uma posição dos órgãos. 

Operação Lama Asfáltica

A operação Lama Asfáltica foi deflagrada no dia 9 de junho, com objetivo de investigar uma organização criminosa que teria fraudado diversas licitações em obras públicas de Mato Grosso do Sul, com prejuízos estimados em R$ 11 milhões aos cofres públicos sobre o montante fiscalizado, que soma R$ 45 milhões.

Conforme a PF, as empresas investigadas atuam nos ramos de pavimentação de rodovias, construção de vias públicas, coleta de lixo e limpeza pública, entre outros. Os suspeitos teriam cometido os crimes de sonegação fiscal, formação de quadrilha, falsidade ideológica, lavagem de dinheiro, corrupção ativa, corrupção passiva e fraudes à licitação.

Na ocasião, foram apreendidos processos, contratos, HDs (dispositivo de armazenamento de computadores), além de uma obra de arte, US$ 100 mil, € 3 mil, R$ 210 mil em espécie e R$ 195 mil em cheques.

De acordo com o chefe da CGU (Controladoria-Geral da União), José Paulo Barbiere, o volume de informações recolhidas é muito grande e demanda um trabalho minucioso dos agentes responsáveis pela perícia e os trabalhos devem se encerrar apenas no final do ano.