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Comissão de combate à violência contra a mulher da Câmara dos Deputados visita MS

A visita foi proposta pela deputada Rose Modesto

10 AGO 2019
Redação
13h46min
Foto: André de Abreu

Para saber o porquê de a cada 12 minutos uma mulher ser vítima de violência em Mato Grosso do Sul e conhecer as políticas públicas de atendimento a estas mulheres, a Comissão Externa de Combate à Violência Doméstica e ao Feminicídio  da Câmara de Deputados vai estar em Campo Grande na segunda-feira (12/08). A vinda do colegiado atende solicitação da deputada federal Rose Modesto (PSDB/MS), que integra a Comissão.

A parlamentar federal sul-mato-grossense propôs  a visita técnica para avaliar protocolos e políticas públicas que estão sendo aplicados no estado, coletar informações que ajudem o legislativo federal a propor soluções e a desenvolver campanhas de conscientização.

De acordo com Rose Modesto, “a vinda da presidente da Comissão, deputada Flávia Arruda, vai possibilitar que apresentemos um panorama da situação no Estado, tanto sobre o registro e o acompanhamento dos casos, como o trabalho que já é desenvolvido por órgãos públicos em defesa da mulher. Existem vários trabalhos que podem ser apresentados e adotados na esfera federal”.

Para tanto, o grupo vai receber o Mapa da Violência Contra a Mulher no Estado, visitar uma casa que abriga mulheres vítimas de violência e ver os serviços oferecidos e todo o trabalho desenvolvido no Centro Especializado de Atendimento à Mulher (CEAM) e na Casa da Mulher Brasileira. A Secretária de Estado de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast),  Elisa Nobre, e a secretária Especial de Cidadania do Estado, Luciana Azambuja, vão apresentar as atividades.

De acordo com Secretaria de Direitos Humanos, no primeiro semestre deste ano foram registrados 24.646 casos de violência contra a mulher sul-mato-grossense, “o que corresponde a um registro a cada 12 minutos, cinco por hora e 115 por dia. São números alarmantes”, enfatizou Modesto.

Foram registrados 10.218 casos de violência doméstica; 9.305 ameaças; 4.249 lesões corporais dolosas (quando o agressor causa dano físico ou psicológico nas vítimas); 792 estupros; 60 tentativas de feminicídio e 22 feminicídios.

De janeiro até julho deste ano a Casa da Mulher Brasileira fez 82.561 atendimentos às vítimas de violência doméstica e seus familiares, entre eles o acompanhamento psicossocial, oferta de alojamento e de transporte, atendimento policial e judicial.

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