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PMCG - Prestação de contas

'Bomba-relógio': Santa Casa preocupa comissão de transição de Marquinhos

Pedro Pedrossian Neto acredita que problema está 'prestes a estourar'

11 DEZ 2016
Rodson Willyams
18h00min
Foto: Geovanni Gomes / Arquivo

O possível rombo nas contas da prefeitura é só um dos problemas que ‘tiram o sono’ da equipe de transição do prefeito eleito, Marquinhos Trad (PSD). Segundo o economista Pedro Pedrossian Neto, a Santa Casa de Campo Grande é uma das principais preocupações do futuro secretariado.

Pedrossian afirma que o hospital é uma 'bomba-relógio' que está prestes a estourar. Atualmente, a prefeitura possuiu diversos convênios com a unidade hospitalar e, considerando a crise financeira, são fatores que preocupam a nova administração.

Durante a prestação de contas feita por Alcides Bernal, do PP, o prefeito mostrou que somente em 2016, o Executivo repassou R$ 216 milhões.

No entanto, em outubro deste ano, a Santa Casa de Campo Grande chegou anunciar a suspensão das cirurgias eletivas no hospital. O motivo seria justamente, o 'calote' dado pela Prefeitura Municipal, que havia deixado de repassar R$ 6 milhões à entidade. Mas após o pagamento, os serviços foram retomados.

Ainda nesta sexta-feira (9), a equipe de enfermagem realizou paralisações trabalhando em turnos por causa de atrasos salariais. A situação do atendimento só foi normalizada após negociação com a categoria e depósito dos subsídios.

Uniformes

Pedrossian Neto ainda afirmou que a comissão deve se reunir com o atual prefeito Alcides Bernal para discutir sobre a licitação da compra dos uniformes e material escolar.

Conforme ele, até o momento, não foi feita nenhuma licitação em relação a essa questão, considerada de suma importância pelo prefeito eleito Marquinhos Trad.

Surto

O economista ainda frisou que a equipe de Marquinhos Trad também se prepara para a possibilidade de nova epidemia relacionada as doenças Dengue, Chikungunya e Zika.

E por fim, finaliza que a missão do novo prefeito de Campo Grande terá que equalizar as contas, principalmente às dívidas do município, uma vez, que a Capital terá em 2017, 'uma situação financeira complicada'. E que Marquinhos terá que 'arrumar a casa' no próximo ano, por meio de cortes e ajustes fiscais robustos. 

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