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Congresso quer frente em defesa da mulher, MS nem Delegacia 24h tem

Mulheres

13 FEV 2014
Agência Brasil
14h15min
Ação pela Delegacia 24h

Políticos liderados por gaúchos e catarinenses cobraram hoje (13) a criação de uma Frente Parlamentar Mista no Congresso Nacional pelo Fim da Violência contra as Mulheres. Uma audiência pública, na Comissão de Direitos Humanos do Senado, reuniu nesta quinta-feira representantes dessas frentes, de movimentos sociais e senadores.


"Queremos que o Senado e a Câmara possam ter também a Frente Parlamentar de Homens [pelo Fim da Violência contra as Mulheres] porque é daqui, da nossa capital federal, que podemos encorajar outros parlamentares do Brasil a também criar o grupo no seu estado, nas suas comunidades, para debater esse assunto e ajudar a fazer essa transformação da cultura machista", disse o coordenador da Frente no Rio Grande do Sul, Edegar Pretto.


Durante a audiência pública no Senado o grupo reconheceu avanços do governo federal no enfrentamento da questão como a criação da Secretaria de Políticas para as Mulheres, a Central de Atendimento à Mulher 180 e o Programa Mulher Viver sem Violência, mas por meio de uma carta reivindicaram mais delegacias especializadas de atendimento a mulher, além da instalação de juizados de violência doméstica e familiar contra a mulher, mais casas abrigo e centros e reeducação de agressores.


No Mato Grosso do Sul


A vereadora Luiza Ribeiro (PPS), espantada com o volume de casos de agressões contra as mulheres, que somente em janeiro somaram 270 boletins de ocorrência registrados na Delegacia Especializada de Atendimento a Mulher (DEAM) de Campo Grande, e o com o grau de barbárie dos crimes, enviou o terceiro ofício ao governador André Puccinelli, solicitando audiência para entrega do abaixo assinado com mais de 10 mil assinaturas solicitando atendimento da DEAM nas 24 horas.


A população sul-mato-grossense tem se revoltado contra uma política ineficaz de combate a esse tipo de crime. A Ordem dos Advogados do Brasil/MS também preocupada com o índice de violência criou a Comissão Provisória de Combate à Violência Doméstica e Familiar Contra Mulher que visa debater o tema e colaborar na busca e efetivação de políticas que puna os culpados e resguarde a integridade física e psicológica das mulheres.


"Não podemos nos calar e nos omitir diante dos dados e fatos. É a falta de políticas efetivas tem levado a vida das mulheres de nossa cidade", enfatiza Luiza Ribeiro.


 

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