A proposta de campanha do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) de criar uma coordenadoria regional em Dourados gera desconfiança entre os deputados que ainda não conhecem integralmente o projeto.
A dúvida recai sobre a efetividade do escritório no município, sua autonomia e sua verdadeira função já que os parlamentares com base eleitoral na região já fazem o papel de intermediários entre o governo e a população.
Para o deputado estadual George Takimoto (PDT), o Executivo precisa esclarecer a função da proposta. “Hoje, com a informática do jeito que está, eu acho que não vai ter aquela utilidade que se espera da Coordenadoria. O governo é bem informado”, avalia.
Zé Teixeira (DEM) afirma que a proposta é importante, mas ressalta que ela deve funcionar como um “escritório de representação do governo” que funcionaria como um intermediário entre a população e os secretários ao invés de uma subgovernadoria.
Apesar de não participar do processo de escolha dos indicados, ele aposta na força de alguns quadros da região como o ex-deputado estadual Valdemir Machado. Segundo ele, o escolhido deve ter um perfil político e administrativo.
Por outro lado, Renato Câmara (PMDB) acredita que a iniciativa vai fortalecer a região e aponta que a Coordenadoria pode atuar em “questões de ordem administrativa” que os deputados não deliberam como, por exemplo, intermediária na liberação de licenças ambientais.
Na manhã de hoje (26), Reinaldo se comprometeu a anunciar a estrutura da Coordenadoria Regional da próxima semana. De acordo com ele, os integrantes serão personalidades da região da Grande Dourados.







