SEGOV - DA PRA CHEGAR LA - COMUNIART 1

sábado, 14 de março de 2026

Busca

sábado, 14 de março de 2026

Link WhatsApp

Entre em nosso grupo

2

WhatsApp Top Mídia News
Política

há 3 semanas

Flagrado violando Lei Eleitoral, deputado de MS acusa Lula de financiar autopromoção

Rodolfo Nogueira (PL-MS) precisou remover outdoors espalhados por Itaporã e Dourados onde fazia propaganda pessoal

O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) utilizou as redes sociais para criticar o desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval 2026, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Classificando o evento como "ataque à fé cristã" e mau uso de dinheiro público, o parlamentar protocolou uma notícia-crime na PGR. Contudo, a exigência de rigor legal cobrada pelo deputado no Rio de Janeiro contrasta com sua situação em Mato Grosso do Sul, onde responde a processos por violar a Lei das Eleições.

Nogueira questionou o uso de verbas federais, citando R$ 85 milhões gerais e R$ 5 milhões via Lei Rouanet para o projeto da escola de samba, alegando que o evento ridicularizou "quem sustenta o país". O desfile narrou a trajetória de Lula e incluiu sátiras políticas, como um personagem alusivo a Jair Bolsonaro vestido de palhaço e sendo preso. O deputado afirmou que "respeito não pode ser seletivo" e que o enredo promoveu vilipêndio religioso.

Paralelamente ao discurso de moralidade, Nogueira é alvo de representação judicial por manter outdoors com viés político em Itaporã, prática proibida pela legislação. As peças publicitárias exibem o deputado ao lado de Jair e Flávio Bolsonaro com a frase: "Para o povo voltar a sorrir, precisamos varrer o PT do Brasil".

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MS) determinou a retirada imediata do material, fundamentando que outdoors políticos são vedados pela Lei nº 9.504/1997 devido ao alto impacto visual e custo, o que desequilibra a igualdade entre partidos.

A ação em Itaporã ocorreu após uma decisão judicial anterior já ter vetado o mesmo tipo de propaganda na vizinha Dourados. Segundo os autos, o material não foi retirado espontaneamente após a primeira ordem, exigindo nova intervenção do Judiciário. Para o magistrado responsável, a insistência na manutenção dos outdoors configura reiteração de conduta e tentativa de obter vantagem indevida no processo eleitoral.

O caso expõe um descompasso: ao mesmo tempo em que invoca a lei para criticar o setor cultural e destaque para Lula, o parlamentar responde por autopromoção no interior do Estado.

Siga o TopMídiaNews no , e e fique por dentro do que acontece em Mato Grosso do Sul.
Loading

Carregando Comentários...

Veja também

Ver Mais notícias