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Política

Delcídio foi mais um que usou jatinho de Amorim e Baird

07 dezembro 2015 - 08h37Por Com informações da Folha de São Paulo

O senador Delcídio do Amaral, do PT, está na lista entre os passageiros que utilizaram a aeronave PP-JJB, jatinho EMB-500, de propriedade dos empresário João Amorim e João Baird, principais envolvidos na Operação Lama Asfáltica, da Polícia Federal e da Operação Coffee Break, do Gaeco. O petista teria utilizado aeronave conhecida popularmente como 'Cheio de Charme' para ir até Florianópolis, em Santa Catarina, local que a família do político possui residência fixa. 

A informação foi dada pelo piloto da aeronave, Mauro Martins, de 50 anos, confirmou que levou o político a cidade de Florianópolis (SC), em entrevista exclusiva à Folha de S. Paulo. As viagens teriam ocorrido entre 2012 e início de 2014. "Eu carreguei ele [senador] uma ou duas vezes, não foi mais que isso. Fui a Floripa e vim embora. E teve uma segunda, para buscá-lo, alguma coisa assim", disse o piloto.

O piloto disse aos agentes da Polícia Federal, que não soube dizer se as viagens dos políticos foram remuneradas, mas confirmou que o avião, avaliado em US$ 5 milhões, não se tratava de táxi aéreo, mas era utilizado pelos empresários para 'uso próprio'. Martins fez um cálculo para a publicação considerando o que o custo do voo sai a R$ 15 por quilômetro. E um trecho entre Campo Grande à Florianópolis custaria R$ 15 mil.

Ainda conforme a publicação, o avião está em nome da Itel Informática, fornecedora do governo de Mato Grosso do Sul, do qual recebeu, só em 2015, R$ 36 milhões. O dono da Itel, João Baird, doou do próprio bolso R$ 650 mil para a campanha de Delcídio ao governo estadual em 2014. A Itel doou R$ 450 mil.

Passageiros

Em depoimento à Polícia Federal, Martins também afirmou que chegou a transportar o ex-governador André Puccinelli, do PMDB, o ex-prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho, que foi ex-cunhado de Amorim. 

A Folha de S. Paulo ainda lembrou que João Baird foi doador de campanha do ex-governador André Puccinelli em 2010, a qual repassou R$ 1,7 milhão. 

Defesa

 A publicação procurou a defesa do senador para se manifestar, mas recebeu a informação de que não iria se manifestar sobre eventuais viagens do senador no jato de João Amorim e João Baird. O advogado de João Amorim, Benedito de Figueiredo Neto disse que não comenta ações da investigação da Lama Asfáltica.

A defesa de André Puccinelli, advogado Renê Suifi, disse que o ex-governador pagou do próprio bolso as despesas dos voos de jatinho de Amorim. No caso de Giroto, o advogado Valeriano Fontura, afirmou que o seu cliente usou quatro vezes a aeronave, mas 'sempre a trabalho' e que pagou as despesas com o voos do próprio bolso.

Por fim, conforme a Folha, Nelsinho que foi cunhado de João Amorim, já que foi casado com a atual deputada estadual Antonieta Amorim, disse ter conhecimento de que outros políticos utilizavam o avião: "Ao que nos consta, muita gente usava. Agora, não sou eu que vou falar [nomes]". Ele ainda afirmou que usou o avião somente após deixar a prefeitura de Campo Grande.