O senador Delcídio do Amaral (PT), candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul, rebateu as críticas feitas por uma reportagem da Revista Veja, publicada neste sábado (02), onde afirma que o parlamentar estaria supostamente envolvido em uma fraude na CPI da Petrobras. Em nota destinada à imprensa, Delcídio ironizou a matéria informando que o conteúdo da denúncia foi baseado em uma "suposta gravação feita por uma canetinha" e que alguém "supostamente" havia citado o seu nome nesta reunião.
Delcídio ainda revelou em nota que foi surpreendido com a reportagem e rejeitou com indignação qualquer "suposição" da sua participação na articulação de depoimentos de quaisquer ministros que prestaram esclarecimentos sobre as irregularidades, não apenas no caso da compra da refinaria de Pasadena, que levou US$ 1 bilhão dos cofres federais, como também sobre os custos excessivos da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Suape.
A nota foi dividida em quatro pontos, sendo que o senador explicou no último, que conhece apenas de forma institucional, o chefe do escritório da Petrobras, José Eduardo Barrocas, já que ele responde pela empresa. Segundo a Revista Veja, Barrocas é apontado por combinar o envio de perguntas e respostas e encaminhá-los para a atual presidente da Petrobras, Graça Foster, para o ex-presidente da instituição, José Sérgio Gabrielli e para o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras, Nestor Cerviró, onde teriam beneficiado alguns dirigentes ouvidos durante depoimentos à CPI.
Barrocas aparece no vídeo, de um pouco mais de 20 minutos, acompanhado por um advogado da empresa, Bruno Ferreira, e mais uma terceira pessoa, ainda desconhecida. Por fim, o senador negou qualquer envolvimento e afirmou ser um grande defensor da Petrobras. A circulação da Revista Veja que contém a denúncia entrou nas bancas do Estado neste domingo (03).
Veja a íntegra da nota:
Nota à imprensa
Fui surpreendido hoje com a matéria sobre a CPI da Petrobras, publicada na edição n° 2385 da Revista Veja, envolvendo meu nome numa suposta preparação de perguntas aos depoentes desta CPI, baseado numa "suposta" gravação feita por uma "canetinha", onde uma terceira pessoa "supostamente" cita meu nome.
Rejeito, com grande indignação, qualquer suposição de minha participação na articulação de depoimentos de quem quer que seja nas duas CPIs da Petrobras em andamento no Congresso Nacional.
Para repor a verdade, faço as seguintes considerações:
1 - Todos que me conhecem, inclusive o repórter que assina a matéria podem atestar meu comportamento de total isenção no Congresso Nacional.
2 - Esse fato é reconhecido pelo próprio jornalista quando lembra, na reportagem, da maneira republicana que conduzi os trabalhos na CPMI dos Correios, que tive a honra de presidir.
3 - Em função das eleições de 2014 não sou membro de nenhuma das duas CPIs da Petrobras, cujos trabalhos tenho acompanhado à distância e superficialmente, pela própria mídia.
4 - Confirmo meu contato, institucional, com o sr. José Eduardo Barrocas por ser ele o chefe do escritório da Petrobras em Brasília com a função de fazer a interface entre a companhia e os membros do Congresso Nacional.
Independentemente dos fatos, até por uma questão de convicção e coerência, continuarei sendo um defensor empedernido da Petrobras e do seu competente corpo técnico composto por homens e mulheres que construíram essa grande empresa, que tive a honra de trabalhar.
Delcídio do Amaral
Senador PT/MS
Campo Grande (MS), 02 de agosto de 2014
Confira o vídeo publicado pela Revista Veja:







