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terça, 25 de janeiro de 2022 Campo Grande/MS
Política

Delcídio recebe licença do Senado e manterá salário por até 120 dias

27 novembro 2015 - 11h32Por Agência Senado

Preso nesta quarta-feira (25) pela Operação Lava Jato, o senador Delcídio do Amaral (PT) recebeu uma licença automática do mandato e continuará recebendo salário. A decisão foi baseada no artigo 44 do Regimento Interno do Senado, segundo informações do secretário-geral da mesa diretora, Luiz Fernando Bandeira.


Por enquanto, o suplente Pedro Chaves (PSC) não será convocado, pois a substituição só ocorre, conforme Luiz Fernando, quando um senador recebe licença superior a 120 dias. Enquanto isso, Mato Grosso do Sul só poderá contar com a representação dos senadores Simone Tebet (PMDB) e Waldemir Moka (PMDB).


“Se a detenção permanecer por mais de quatro meses, por mais de 120 dias, aí começa a ter um prejuízo para a bancada do estado do Mato Grosso do Sul. E nesse caso convoca-se o suplente dele. O entendimento da Secretaria-Geral da Mesa é de que convocar-se-ia o suplente do senador Delcídio, que ficaria no exercício do cargo até que o senador pudesse retomar suas atividades”, explicou à Agência Senado.


De acordo com o secretário-geral da Mesa, se o suplente chegar a ser convocado, a situação deverá ser submetida à Mesa Diretora do Senado, pois não existe precedente, nem norma regimental para o caso atual. Em relação à CAE (Comissão de Assuntos Econômicos), as sessões devem ser conduzidas pelo vice-presidente, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB). 


O senador prestou seu primeiro depoimento à Polícia Federal na tarde de ontem (26). Segundo o advogado Maurício Leite, ele negou qualquer tentativa de obstruir as investigações e apenas conversou com a família do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, para levar uma "palavra de conforto", já que eram amigos há anos. 


De acordo com uma gravação realizada pelo filho de Cerveró, Bernardo, o petista teria oferecido uma mesada de R$ 50 mil para a família se o réu preso não aceitasse a delação premiada e também iria interceder junto aos ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) por um pedido de habeas corpus. Se tivesse sucesso, ainda ajudaria o ex-diretor da Petrobras a fugir para a Espanha.