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Política

DEM indica Mandetta para integrar Comissão de Ética que julga Cunha

14 junho 2016 - 14h53Por Airton Raes

O deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) foi indicado pelo DEM para substituir o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) como suplente no Conselho de Ética. Mandetta foi denunciado pelo MPF por improbidade administrativa por seu envolvimento no escândalo Gisa.

Se Tia Eron não comparecesse à sessão desta terça do Conselho de Ética, quem votaria seria o suplente do mesmo bloco partidário que primeiro registrar presença. Grupo que defende a cassação de Cunha se organizou para que Mandetta chegasse cedo para tentar registrar presença, assim como o deputado Carlos Marun (PMDB-MS), um dos principais aliados de Cunha. Ele também é suplente.

Onyx deixou o colegiado devido a uma viagem oficial ao exterior e já declarou voto contrário ao deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O líder da bancada na Casa, Pauderney Avelino (AM), indicou Mandetta por ser um parlamentar contrário ao peemedebista, ou seja, se tiver a chance de votar, terá a mesma postura de Onyx.

Nesta segunda-feira, 13 de junho, a bancada do DEM formalizou a substituição na suplência. Para que Mandetta participe da votação do parecer que pede a cassação de Eduardo Cunha, um titular do bloco partidário precisa faltar à sessão e ele precisa ser o primeiro a ter registrado presença, o que já ocorreu.

A Comissão se reúne nesta terça-feira, 14, para votar o parecer do relator Marcos Rogério (DEM-RO) que recomenda a perda do mandato de Cunha. A fase de discussão do parecer se encerrou na semana passada. Só líderes partidários terão direito a se inscrever para discursar novamente.

Se o parecer de Rogério for aprovado, abre-se um prazo de cinco dias úteis para que o representado recorra à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A CCJ não aprecia o mérito da votação no conselho, somente eventuais falhas procedimentais. Se os recursos forem julgados improcedentes, o parecer contra Cunha seguirá para o plenário.

Gisa 

Mandetta ficou marcado em Campo Grande por seu envolvimento no escândalo Gisa, programa comprado pelo município para proporcionar que as consultas do SUS (Sistema Único de Saúde) fossem marcadas por telefone. Ele e o ex-prefeito Nelson Trad Filho, hoje no PTB, foram denunciados pelo Ministério Público Federal por improbidade administrativa.

Eles são acusados de pagar R$ 10 milhões pelo Gisa (Gerenciamento de Informações da Saúde), que nunca foi instalado na Rede Municipal de Saúde de Campo Grande.

Além de o Ministério Público Federal denunciar Mandetta, e o primo Nelsinho Trad, a Controladoria-Geral da União recomendou que a prefeitura de Campo Grande devolvesse R$ 8,8 milhões de recursos federais, que foram investidos no Gisa. No entanto, o Ministério da Saúde atualizou os dados e a prefeitura teve que devolver R$ 14 milhões aos cofres do município.

Mesmo com a cidade mergulhada em crise financeira, operando no vermelho e com déficit de R$ 158 milhões, a Capital teve que parcelar o pagamento dos R$ 14 milhões para quitar a dívida com o Ministério da Saúde. Em razão disso, o deputado teve R$ 8 milhões de bens bloqueados pela Justiça neste ano.