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Política

05/03/2015 08:36

Denunciantes de Bernal são apontados em esquema investigado pelo Gaeco

Os denunciantes Raimundo Nonato e Luiz Pedro Guimarães, responsáveis pelo início do processo que culminou com a derrubada do ex-prefeito Alcides Bernal, são apontados como integrantes do esquema criminoso investigado pelo Gaeco (Grupo de Atuação e Combate ao Crime Organizado) e que envolve Gilmar Olarte, que assumiu a prefeitura em março de 2013. Após a CPI do Calote que não deliberou pela cassação e apenas encaminhou relatório final ao TCE (Tribunal de Contas), MPE (Ministério Público Estadual) e CGU (Controladoria Geral da União), a dupla curiosamente ingressou com pedido de abertura da Comissão Processante na Câmara, com base naquele documento.

De acordo com a denúncia feita por Paulo Sérgio Telles, Nelsinho Trad (PMDB) e Gilmar Olarte (PP) teriam se reunido na casa de Raimundo Nonato para armar o que chamou de "complô político", com a finalidade de provocar a cassação de Bernal.

“Passaram longo tempo a confabular tratando de modos e formas sub-reptícias e envolvimento de pessoas e autoridades, para de qualquer modo provocar a cassação de Alcides Bernal”, aponta Telles.

Nessa reunião, teria sido definida a participação de cada membro do grupo, cabendo a Raimundo Nonato e Luiz Pedro Guimarães, representar junto à Câmara pedindo a cassação.

“O sr. Raimundo Nonato, seguido do sr. Luiz Pedro Guimarães, alegando representar a sociedade campo-grandense, ofereceram pedido de instalação da citada comissão que de pronto foi recebida, deixando claro a garantia dos votos de todos os edis na apreciação final do relatório de tal comissão”, diz o documento.

Na denúncia enviada por Telles ao Gaeco, ele afirma que o tal complô afronta a ordem jurídica e social garantida pela Carta Magna, criando desconfianças à população campo-grandense, que não teria condições de conhecer a avaliar a farsa orquestrada pelo bando.

Além de citar como integrantes do esquema criminoso os denunciantes Raimundo Nonato e Luiz Pedro Guimarães, Teles aponta ainda que parlamentares que fizeram parte da Comissão Processante são pessoas suspeitas de imparcialidade por estarem na ordem sucessória da Prefeitura de Campo Grande.

“Vereador Flávio César (PTdoB) ser primeiro vice-presidente da edilidade, vereador Alceu Bueno (PSL) –também membro da comissão – ser 3º vice-presidente da mesma Casa de Leis, imaginemos que inviabilizando o vice-prefeito, o presidente da Câmara, sobraria o exercício do executivo para os citados, em forma sucessória legal. Suspeito ainda a presidência da comissão pelo vereador Edil Albuquerque (PMDB), por tratar-se de vice-prefeito da gestão de Nelson Trad Filho, deixando inegável vínculo político partidário e interesse  na queda de Bernal”, analisa o denunciante.

A investigação executada pelo Gaeco serviu de base para ação movida pelo Procurador Geral do MPE, Humberto Brites, contra Olarte, seu ex-assessor Ronan Feitosa e o dono da caminhonete Hillux usada pelo prefeito, Márcio Feliciano.

Caso

O relatório divulgado pelo Gaeco aponta que a investigação iniciou em outubro de 2013. Contudo, o fato somente veio à tona após o Gaeco cumprir mandato de busca e apreensão na casa de Olarte, em 11 de abril de 2014. Em seguida, foi descoberto que um dia antes a ‘batida’ na casa do chefe do executivo, o ex-assessor de Olarte havia sido preso quando desembarcava no terminal da Barra Funda em São Paulo.

Ronam teria fugido, após a presença de cobradores se tornar intensa no Paço Municipal, uma vez queele havia angariado em nome do prefeito cerca de R$ 900 mil por meio de suposta lavagem de capitais - dinheiro que teria sido usado – segundo denúncia – para compra de vereadores.

Vereadores, empresários, assesore parlamentar, fiéis e pastores da igreja ADNA (Assembleia de Deus Nova Aliança),  foram ouvidos pelos promotores do Gaeco. Após concluir a investigação, as centenas de páginas foram enviadas a Procuradoria-Geral do MPE que em novembro de 2014 ingressou com a denúncia na Justiça. O caso está nas mãos do relator, desembargador Luís Carlos Bonassini.

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