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Política

25/02/2015 13:31

Depois de Mazina, gestão de Olarte abriga ex-secretário de saúde de Puccinelli

Exatos dois dias após a cúpula do PMDB anunciar uma ofensiva contra o prefeito Gilmar Olarte (PP), com direito a declarações de que vai retomar a prefeitura em 2016, o ex-secretário de saúde do governador André Puccinelli (PMDB), Antônio Lastória, ganha cargo na Sesau (Secretaria Municipal de Saúde).

De acordo com a publicação no Diogrande de terça-feira (24), Lastória é o novo Diretor da DRIS (Diretoria de Relações Institucionais em Saúde), com salário de R$ 3,189, que pode chegar a R$ 6,3 mil com gratificações.

Até 2011, Lastória era integrante do Governo do Estado na Junta Interventora da Santa Casa, acusada pela ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) de deixar uma dívida de R$ 160 milhões.

Ao sair do comando da gestão da Santa Casa, ele assumiu o posto de segundo homem mais forte da Secretaria de Saúde no lugar de Eugênio Oliveira Martins de Barros, que voltou à Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS).

Em seguida, Lastória assumiu o cargo de Secretário de Saúde do Estado após a queda de Beatriz Dobashi, flagrada pelo Polícia Federal na Operação Sangue Frio em esquema para favorecer a rede privada de tratamento de Câncer em MS.

Na época em que Dobashi chefiava a pasta estadual da Saúde, Lastória presidia a junta da Santa Casa, José Carlos Dorsa era diretor do Hospital Universtário e Ronaldo Perches era diretor do Hospital Regional. Já o secretário municipal de Saúde era Leandro Mazina.

Mazina também foi abrigado pela gestão de Olarte. Nesta terça-feira (24), o MPF (Ministério Público Federal) informou ter aberto processo contra ele, Nelson Trad Filho, Luiz Henrique Mandetta e outros 23 por irregularidades no Sistema Gisa.

Ex-secretário de saúde e cunhado de Nelson Trad Filho, Mazina, foi nomeado em maio de 2014 e atualmente ocupa o cargo de Coordenador I do Órgão Central, no Gabinete da Secretaria de Saúde Pública de Campo Grande.

Enfermeira envolvida na Sangue Frio já chefiou DRIS na gestão Olarte

O cargo de chefia da DRIS foi ocupado até julho de 2014 pela enfermeira Arlete Araújo Christensen, que segundo o MPE (Ministério Público Estadual), também foi flagrada em ligações telefônicas interceptadas pela Polícia Federal com autorização judicial, durante Operação Sangue Frio.

Apesar de o envolvimento de Arlete ter sido confirmado pelo MP, seu papel não foi revelado devido ao fato de as investigações ainda estarem sendo conduzidas e sob sigilo.

Na época em que a enfermeira foi flagrada em escutas, ela ocupava o cargo de Chefe da Coordenadoria de Controle e Avaliação Ambulatorial e Hospitalar, subordinada a DRIS, durante a administração do prefeito Nelson Trad Filho. Na gestão Alcides Bernal (PP), Arlete não ocupou cargo de confiança, mas voltou a ser nomeada para cargo de chefia na administração de Olarte.

A então chefe da DRIS – na gestão do PMDB – era Maria Anizia Franchi Nunes, também investigada por envolvimento com a Máfia do Câncer.

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