Vice-líder do presidente Michel Temer (PMDB) na Câmara Federal, a deputada sul-mato-grossense Tereza Cristina (PSB) declarou que a divulgação da lista de investigados com base nas delações premiadas de executivos da Odebrecht, na Operação Lava Jato, atrapalha o país.
“Prejudica a política brasileira, foram concretizadas as denúncias, mas não podemos criminalizar. Há todo tipo de gente. Teve propina, negócio e precisamos superar. Mas teve gente com inquérito que foi inocentada. Mas quem deve, tem que pagar”, afirmou.
A investigação atinge em cheio o governo Temer, uma vez que a PGR (Procuradoria Geral da República) pediu investigações contra nove ministros. São eles: Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil, Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia, Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional, Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores, Blairo Maggi (PP), da Agricultura, Bruno Araújo (PSDB), das Cidades, Roberto Freire (PPS), da Cultura, e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Em Mato Grosso do Sul, a lista inclui os deputados federais Vander Loubet e Zeca do PT, ambos do Partido dos Trabalhadores, além do ex-senador Delcídio do Amaral. Também fora citados, mas não denunciados, André Puccinelli, Edson Giroto e João Amorim. O ministro Edson Fachin, relator da operação no Supremo Tribunal Federal, autorizou abertura de inquérito contra Zeca e Vander na Corte Superior e a denúncia contra Delcídio foi encaminhada para a Justiça Federal de Curitiba.
Ao todo, são 108 alvos em 83 inquéritos. Os senadores Aécio Neves (MG), presidente do PSDB, e Romero Jucá (RR), presidente do PMDB, são os políticos com o maior número de inquéritos a serem abertos: cinco, cada. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-presidente do Senado, vem em seguida, com quatro.








