O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) usou as redes sociais para criticar o desfile da Escola de Samba Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Lula (PT).
Na publicação, o parlamentar comentou que o desfile foi financiado pela Lei Rouanet. A escola teria recebido mais de R$ 5 milhões para o projeto com o tema sobre o presidente. “A máquina funciona rápido para isso. Mas e para a saúde e a segurança? Não é contra a cultura. É sobre respeito ao dinheiro do povo”, detalhou.
Em continuação, ele lembrou que a época do Carnaval não é ‘licença para humilhar’ ou incitar o preconceito religioso contra a fé cristã. “Colocar famílias conservadoras “dentro de latas” e ridicularizar a fé da maioria trabalhadora do Brasil não é cultura é preconceito religioso. Preconceito religioso é crime. Respeito não pode ser seletivo”.
Além disso, o deputado federal afirmou que protocolou uma notícia-crime na PRG (Procuradoria Geral da República).
“Ataque à fé cristã não é cultura, é desrespeito. Após desfile ridicularizando evangélicos, protocolei notícia-crime na PGR por vilipêndio religioso. Cristãos não podem ser alvo de deboche, ainda mais com dinheiro público. Constituição garante liberdade religiosa e ela será defendi”, finalizou.
Desfile
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi homenageado neste domingo (15) no desfile da Acadêmicos de Niterói, que abriu o Grupo Especial das escolas de samba do Rio de Janeiro. O enredo, intitulado “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, contou a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.
A apresentação percorreu desde a saída de Lula de Garanhuns, em Pernambuco, a mudança para São Paulo com a família, o período como líder sindical e a chegada à Presidência da República. O presidente acompanhou o desfile na Marquês de Sapucaí, no camarote do Executivo municipal, ao lado do prefeito Eduardo Paes, ministros e aliados.
A comissão de frente encenou momentos marcantes da política nacional, como a posse presidencial e a passagem da faixa para Dilma Rousseff. Em seguida, uma alegoria representou o ex-presidente Michel Temer tomando a faixa e entregando-a a um personagem inspirado no palhaço Bozo, referência ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Na sequência, o desfile retratou a prisão de Lula e o retorno dele ao poder. Um dos carros mostrou o personagem-palhaço detido ao lado do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. Alas também fizeram referência a programas sociais ligados aos governos petistas.
Carros alegóricos representaram Lula em diferentes fases da vida, como criança, metalúrgico, simbolizado por um robô, e presidente. Uma das alegorias exibiu ainda um palhaço preso, reforçando a crítica política construída ao longo do enredo.








