Na avaliação dos deputados estaduais, o governador Reinaldo Azambuja (PSDB), prestes a completar cinco meses de gestão, ainda não apresentou a ‘marca do novo’ e inverteu prioridades na área de saúde.
Durante a sessão ordinária realizada hoje (19), parlamentares criticaram a postura do governador tucano que ainda não fez investimentos para longo prazo.
Para o deputado Amarildo Cruz (PT), a única ação da atual administração foi a caravana da saúde. “Eu acho que o Estado precisa, neste momento, mostrar uma posição sobre o que podemos esperar do Governo do Estado em políticas públicas, projetos de distribuição de renda, segurança pública. Infelizmente eu não vejo isso”, defendeu.
Segundo ele, mesmo a proposta de maior destaque realizada por Reinaldo representa uma inversão de prioridades. “A caravana é uma iniciativa, mas é muito pouco. O governo precisa cumprir os 12% de investimentos em saúde que a Constituição determina. Não só manter a caravana que passa uma vez ao ano. Tem que ser uma política perene que atenda o cidadão quando ele ficar doente. Tinha que discutir o modelo de saúde, pois muitas estruturas estão prontas e faltam médicos e equipamentos”.
O deputado Pedro Kemp (PT) pondera que o governador está com dificuldades de implementar maiores ações por causa das limitações de recursos e se mantém fazendo o “feijão com o arroz”. No entanto, também critica os investimentos na caravana que é realizada por uma empresa terceirizada.
“Tudo bem que a caravana da saúde está atendendo uma demanda reprimida, mas esse dinheiro não seria melhor empregado nos Hospitais Regionais. Passa a caravana, atende a demanda, mas ela vai embora e a demanda volta a ser reprimida. Visitei o Hospital de Coxim e lá tem uma estrutura fantástica, mas não tem médicos nem equipamento”, afirma.
Por outro lado, o deputado Flávio Kayatt (PSDB) defende que o projeto proporcionou um alívio para a demanda reprimida dos municípios em que passou. Segundo ele, apenas em Ponta Porã, que possui 83 mil habitantes, mais de 40 mil procedimentos foram realizados em 15 dias que o projeto esteve na cidade.
Líder do governo, deputado Rinaldo Modesto (PSDB) avalia que as ações estão travadas devido ao “efeito cascata” da crise econômica do país. “O Governo Federal está na expectativa de cortar de R$ 70 bilhões a R$ 80 bilhões no orçamento. É o efeito cascata. Com a recessão econômica que passa o país nenhum prefeito está bem avaliado”, justifica.
Em relação às ações da caravana, ele defende que mais de 2300 cirurgias contra a catarata foram realizadas reduzindo a demanda que seria atendida em dez anos para um ano de funcionamento do programa. Além disso, ele destaca que a caravana deixa benefícios permanentes nas regiões que visita como, por exemplo, o Hospital de Coxim que recebeu um aparelho de tomografia e outro de radiografia digital.
Ainda de acordo com Rinaldo, o governador deve enviar o projeto para redução do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) do diesel de 17% para 12% até o final deste mês e também estuda a possibilidade de reduzir os impostos estaduais que compõem a tarifa de energia elétrica.







