A operação realizada pela Polícia Federal, Controladoria-Geral da União e da Receita Federal na última quinta-feira (9), acabou repercutindo entre os deputados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Entre os que parlamentares que faziam a oposição ao ex-governador André Puccinelli, do PMDB, defendem a livre investigação policial sobre o caso.
O deputado petista, Amarildo Cruz, por exemplo, cobrou a isonomia da investigação e que ela ocorra de maneira imparcial. Ainda pediu que a organização criminosa seja totalmente desmantelada pela Polícia Federal. "Acho que tem que a Polícia Federal tem que fazer o seu papel e cobro a isonomia do poder público. Claro que todas as que tiverem envolvimento tem que ter o direito do contraditório e de se defender. Mas tudo isso precisa ser investigado".
Cruz ainda afirmou que se fosse alguém ligado ao PT, certamente seria massacrado na investigação. "Se fosse alguém do meu partido, eles sairiam algemados a mando de alguém. Mas como não é do partido, isso não acontece. Mas é claro que tudo isso precisa ser invetigado e a Justiça precisa dar respostas à população".
Marquinhos Trad, do PMDB, afirmou que vê com certa estranheza o fato da Polícia Federal investigar essas empresas. "Acho interessante porque o Tribunal de Contas do Estado aprovou todas as contas do ex-governador André Puccinelli. Como que agora a Polícia Federal vem investigar tudo isso, se na prática estava tudo certo. Para mim, tudo isso tem que ser apurado e os envolvidos devem ser punidos", comentou.
O parlamentar ainda destacou que o empresário João Amorim, irmão da deputada estadual, Antonieta Amorim (ex-Trad), sempre foi ligado ao ex-governador e, por isso, as licitações que foram conquistadas naquela época, enquanto Puccinelli era chefe do Estado, por essa razão, esses processos devem ser investigado. "Ele [João Amorim] vai ter que explicar como conseguiu essas licitações, se foi certa ou errada, é a Justiça que vai ter determinar".







