O estado geral de greve e a crise no primeiro escalão do prefeito Gilmar Olarte (PP) deixaram os deputados estaduais em estado de alerta. Na sessão de hoje (6), o deputado Pedro Kemp (PT) usou a tribuna livre para criticar a administração progressista.
“Estamos recebendo diversas ligações de trabalhadores preocupados. O que causa revolta é que a prefeitura aumentou a folha de pagamento em 40%, extrapolou o limite da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e tem um número exorbitante de cargos comissionados”, explica.
De acordo com ele, o problema foi agravado com a suspensão de repasses para a Santa Casa que culminou em uma dívida de R$ 20 milhões, redução dos plantões dos profissionais da saúde e descaso com a categoria da educação.
“É importante os vereadores fiscalizarem e investigarem. A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) das Contas Públicas vai dar a resposta para a população que está preocupada com a greve dos médicos e também da educação”, continua.
Sobre a debandada de vereadores da base aliada que declararam a independência no legislativo ontem (6), o deputado ainda avalia que os parlamentares, mesmo os que votaram pela cassação do ex-prefeito Alcides Bernal (PP), estão “frustrados” com a administração, classificada por ele como “desastrosa”.
Para o deputado Marquinhos Trad (PMDB), o caos é agravado pela insegurança administrativa, a truculência do prefeito em relação aos servidores comissionados e a falta de autonomia das autarquias, que culminaram no pedido de demissão da secretária Ângela Brito.
“Me preocupa com secretária de educação saindo do cargo, o prefeito só fala e não cumpre, médicos em greve eles estão certos. Está complicado para todos as categorias. Os enfermeiros, odontólogos na mesma situação. Está um caos. Isso é motivo de ação de improbidade administrativa”, avalia.







