Os deputados estaduais teceram duras críticas a gestão da presidente Dilma Rousseff durante a sessão ordinária deste quinta-feira (5) na Assembleia Legislativa. Alguns parlamentares não descartaram a possibilidade participar da manifestação nacional que acontece no dia 15 março, onde os manifestantes devem pedir o impeachment da presidente. O governo petista passa por sérias dificuldades e em dois meses de administração, a gestão reajustou o preço dos combustíveis, da energia, além de outras taxas que afetaram diretamente o bolso dos contribuintes.
Indignado com a situação, o parlamentar Beto Pereira, do PDT [partido faz parte da base aliada da presidente em nível nacional] comentou que vai participar do manifesto como cidadão. "Estamos vivendo um estelionato eleitoral. Eu fiz um compromisso com a sociedade, com os eleitores. Toda plataforma utilizada na campanha no ano passado foi jogada no lixo" e ainda argumentou que se sente traído diante das propostas apresentadas durante as eleições que não foram cumpridas pela chefe de Estado.
Para o novato na Assembleia, Renato Câmara, do PMDB, [partido que tem Michel Temer como vice-presidente da República], comentou que o governo da presidente não tem coerência política. "Todas as propostas que foram registradas no TCE não está sendo executada. O aumento na tarifa energética, ela dizia que não iria aumentar e antes mesmo de acabar o seu primeiro mandato sinalizou o reajuste. O que foi prometido não está sendo colocando em prática", disparou. O parlamenta desconversou se participaria do movimento, afirmando que estaria em Ivinhema, cidade onde mantém a sua base eleitoral.
Já José Carlos Barbosa, o Barbosinha, do PSD, disse que vai participar da manifestação. "A situação do país não caminha bem, muitas coisas não estão certas e só vejo aumento de impostos". O político comentou que estará em Dourados, onde deverá participar do movimento.
Apoio - Para o deputado estadual Cabo Almi, do PT, a manifestação de iniciativa popular é legítima. O parlamentar lembrou que o PT nasceu a partir de movimentos populares, porém, comentou que apesar da situação, os movimentos pró-Dilma, como a Cut e a Fetagri deverão realizar uma manifestação no dia 13 de março em apoio a presidente.
"Acho que apesar da legitimidade da manifestação contra a Dilma tem que respeitar o voto. A presidente foi eleita de forma democrática e precisa ser respeitada", finalizou o petista.







