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Política

Deputados de MS dizem que vídeo de reunião ministerial é 'criminoso' e 'cheio de malucos'

Eles concordam que Bolsonaro quis interferir na PF e que ministros possuem 'problemas psiquiátricos'; PSL rebate acusações

25 maio 2020 - 17h00Por Rayani Santa Cruz

Pelo menos três deputados federais de Mato Grosso do Sul classificaram o vídeo da reunião ministerial de Jair Bolsonaro como criminoso, e com discussões ao nível de quem teria 'problemas mentais'.

Após divulgação do vídeo, em que o presidente aparece falando dezenas de palavrões e ministros com posicionamentos um tanto controversos sobre temas como Amazônia, a classe política fez diversas manifestações. 

O deputado Dagoberto Nogueira (PDT) categorizou como vergonha nacional e disse que, além de interferir na Polícia Federal, Bolsonaro quer armar os fanáticos para utilizar a seu favor.

“Esse governo tem sido tão desastroso, que não tem como você não fazer oposição. Você vê ministros que parecem um bando de malucos falando. Uma ministra falando que vai prender governadores e prefeitos, o ministro do meio ambiente querendo acabar com Amazônia, é um bando de louco, viu”, lamentou.

Já Fábio Trad (PSD) disse que não ficou surpreso ao ver o vídeo. E também indicou ministros que beiram à loucura. “Weintraub e Damares, delirantes, competindo quem mais bajulava Bolsonaro. Salles, sempre ardiloso na sua esperteza dissimulada. Guedes todo lambuzado de radicalismo liberal e Bolsonaro na mesma toada persecutória cheia de sombras e palavrões”.

Trad aponta surpresa apenas sobre a posição do ministro Paulo Guedes. “De todas as autoridades da reunião, a que mais me surpreendeu pela repugnância do conteúdo foi a do Paulo Guedes. Confesso, compungido, que ainda o levava a sério. Os demais - já o disse - são casos reservados à ciência psiquiátrica”.

De oposição mais ferrenha, Vander Loubet (PT) afirma que além de interferir na PF, Bolsonaro quer armar milicias. Ele diz ainda que ministros estão preocupados apenas em compromissos pessoais com o presidente.

“Bolsonaro confessa que está armando a população não por uma questão de segurança pessoal e patrimonial, mas sim com a finalidade de criar uma milícia armada que faça frente aos seus adversários políticos (no caso, prefeitos e governadores que têm combatido o coronavírus)”.

Em busca da verdade

A senadora Simone Tebet (MDB), como em diversas ocasiões, parece querer manter neutralidade. Ela diz que a verdade não tem adjetivo, nem pode ser relativizada. “O caminho que se quer ver trilhado, no caso das gravações da reunião ministerial, é o que se orienta pela luz da verdade, não o das versões contraditórias entre o ex-ministro e o presidente da República”.

Autêntico

Fiel defensor de Bolsonaro, o deputado Luiz Ovando (PSL) obviamente fez comentário favorável às declarações do vídeo e não enxergou nada demais. 

“Esse é nosso presidente, determinado, espontâneo e autêntico, é de pessoas assim que esta nação precisa para mudar os rumos dessa tendência maléfica que a esquerda deixou em nosso País”, comentou o parlamentar, que ainda categorizou Bolsonaro como legítimo defensor do cidadão brasileiro de bem. 

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