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Política

25/03/2014 12:30

Deputados de MS repercutem vida pública conturbada de Renan Calheiros

Caso Petrobras

Na quinta-feira da semana passada (20), a discussão sobre a indicação do ex-presidente da Internacional Petrobrás, Nestor Cerveró, resultado da compra desastrosa de refinaria ultrapassada em Pasadena (EUA) em 2006, resultou em troca de farpas entre os senadores Renan Calheiros (PMDB/AL) e Delcídio do Amaral (PT/MS). O assunto repercutiu nesta terça-feira (25) entre parlamentares da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul que se posicionaram tomando por base o histórico de vida pública de ambos os senadores.

O deputado estadual Lauro Davi (PROS) assegurou que a mídia sabe muito bem o perfil de Renan Calheiros e que o senador possui uma bagagem histórica complicada, diante dos escândalos envolvendo o nome do senador peemedebista em outras manobras levadas até o STF (Supremo Tribunal Federal).

"O que se divulga na mídia sobre o Renan e o Delcídio dá pra identificar muito bem quem é o maior suspeito", afirmou durante a sessão de hoje.

Ele complementa dizendo que o histórico do senador alagoano não condiz com a figura de alguém que têm seu nome envolvido em várias denúncias apuradas pelo STF e TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

O deputado Amarildo Cruz (PT) defendeu Delcídio  - "eu confio na palavra do senador e ele disse que não tem envolvimento em qualquer irregularidade. O Renan é quem vai ter que explicar tudo isso."

Pedro Kemp (PT) não obstante, mencionou que o fato de seu correligionário ter tido contato com Cerveró não implica em responsabilização pelas atitudes do ex-presidente da Internacional Petrobras.  "O fato do Delcídio ter uma relação com o Cerveró não significa que esteve envolvido com sua nomeação e muito menos pode responder pelas atitudes individuais dele."

 

Vida pública controversa - Em 2007, Renan Calheiros, então presidente do Senado pela primeira vez, se viu obrigado a renunciar ao cargo após uma série de denúncias de irregularidades em seu mandato. Novamente eleito em fevereiro de 2013, Calheiros sofreu forte oposição quando o Procurador Geral da República, Roberto Gurgel, foi autor de mais uma denúncia, sendo novamente investigado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Segundo a Agência Estado, no dia 18 de dezembro do ano passado, o senador peemedebista criticou publicamente o STF e TSE, sobre a discussão do financiamento de campanhas eleitorais. "Acho que é uma coisa meio invasiva, com a qual o Congresso Nacional não pode e não vai concordar", disse Calheiros na época.

Já a revista Exame listou em fevereiro de 2013, mês em que assumiu o controle do Senado, os maiores escândalos envolvendo o nome de Renan Calheiros. Veja a seguir:

Crimes contra o meio ambiente (2013)

O ano de Calheiros já começou com um pedido da procuradoria-geral da República para apurar se o senador cometeu crime contra o meio ambiente e patrimônio genético em uma unidade de conservação ambiental no Alagoas. A nova inquisição se soma a outras duas que já correm no STF contra o candidato à presidência da casa.

Reembolsos (2013)

No início do ano, a Folha de S. Paulo informou que o senador pediu uma restituição de R$ 10 mil ao Senado por um serviço que uma produtora de vídeo diz não ter prestado para ele. O reembolso era justificado por um direito dos parlamentares de ter despesas feitas para divulgação de atividade parlamentar cobertas pela casa - mediante apresentação de nota fiscal. O dono da produtora negou ter prestado serviços a Renan Calheiros.

Atos Secretos (2009)

Na disputa entre José Sarney (PMDB) e Tião Viana (PT) pela presidência do Senado, acusações e denúncias surgiram de todos os lados. Dentre elas, a de não publicação de atos administrativos como nepotismo e medidas impopulares (que beneficiariam senadores e seus parentes). Renan Calheiros apareceu como o recordista de atos secretos: 260 de 663 atos tabelados, incluindo a criação de cargos e nomeações em favor de aliados.

Caso Mônica Veloso (2007)

Um dos mais polêmicos até agora. Em 2007, a Polícia Federal expôs os pagamentos que Renan Calheiros fazia através de um lobista de uma empreiteira para a jornalista Mônica Veloso, mãe de sua filha. Na época, o senador foi processado pelo Conselho de Ética e afastou-se da presidência, mas não foi cassado. O STF abriu um inquérito para investigá-lo por improbidade administrativa e tráfico de influência.

Na última semana, mas um desenrolar da polêmica: o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresentou denúncia contra o senador ao Supremo Tribunal Federal. O candidato à presidência da casa foi acusado de ter apresentado notas fiscais frias para justificar seu patrimônio após o escândalo do caso Veloso. O inquérito está sob segredo de Justiça.

Emissoras em Alagoas (2007)

Em 1998, quando almejava se candidatar ao governo de Alagoas, tentou montar uma rede de emissoras usando laranjas e contratos de gaveta, com pagamentos feitos em dinheiro vivo. O caso levou Renan novamente a julgamento em plenário, depois do caso de Mônica Veloso, mas foi absolvido pelos pares.

Caso Schincariol (2007)

Ainda quando era presidente, Renan foi acusado em matéria da revista Veja de beneficiar a Schincariol, que havia comprado uma fábrica de seu irmão por um preço excessivamente alto. Em troca, o senador teria pressionado para que a Receita e o INSS não executassem os débitos fiscais da cervejaria.

Caso BMG (2007)

Renan teria organizado um esquema para beneficiar o BMG no serviço de concessão de crédico consignado para os aposentados da Previdência. Em troca, o banco teria pagado propina aos envolvidos. O caso gerou processo no Conselho de Ética, mas foi arquivado.

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