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terça, 01 de dezembro de 2020
Política

Deputados de MS se posicionam contra privatizações no SUS

Decreto publicado na terça foi revogado na quarta após repercussão negativa e comentários sobre interesse em privatizar o SUS

30 outubro 2020 - 19h00Por Rayani Santa Cruz

Os deputados Vander Loubet (PT), Fabio Trad (PSD) e Dagoberto Nogueira (PDT) se posicionaram contra a possibilidade da inclusão das unidades básicas de saúde (UBSs) no programa de privatizações do governo federal, o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos).

O decreto publicado na terça-feira (27), pelo presidente Jair Bolsonaro, causou alvoroço entre profissionais de saúde e defensores do SUS (Sistema Único de Saúde) e, já na quarta-feira (28), o presidente voltou atrás e revogou. 

Para o deputado Vander, a ideia era absurda e demonstrava falta de compromisso do governo com a saúde pública. “O SUS, apesar de seus problemas, é reconhecido mundialmente como modelo de sistema público de saúde, é um patrimônio do povo brasileiro e precisa ser defendido e fortalecido”. Depois de o decreto ser revogado, o petista comemorou. 
“A pressão valeu a pena! Bolsonaro teve que recuar da ideia absurda de estudar a privatização do SUS”, disse.

O deputado Fábio Trad (PSD) afirmou que a abertura do decreto agredia a Constituição. “Depois de agredir frontalmente a Constituição cidadã, agora surge um decreto enigmático que abre o SUS para interesses privados. Afinal, por que tanta hostilidade ao que é público e estatal? Nem tudo que é privado é bom. Nem tudo que é público é ruim”, questionou o deputado.

Dagoberto Nogueira também achou a ideia absurda. “Sou absolutamente contra a privatização do SUS. O decreto que incluía unidades de saúde no âmbito de estudo do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), sobre concessões e privatizações do governo, foi revogado graças às manifestações contrárias, mas não podemos esquecer dessa tentativa de tirar o direito do povo brasileiro. O SUS é do povo e para o povo. Temos que trabalhar para que o atendimento se expanda e melhore cada vez mais, e nunca o contrário”.

Depois de revogar o decreto Jair Bolsonaro disse na rede social que não tinha intenção de privatizar o SUS. "Em momento algum sinalizava para a privatização do SUS. Em havendo entendimento futuro dos benefícios propostos pelo Decreto o mesmo poderá ser reeditado". 

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