A bancada do PMDB se reuniu na manhã desta quinta (9) no escritório do ex-governador André Puccinelli (PMDB) para discutir estratégias para se defender das acusações feitas pelo governador Reinaldo Azambuja (PSDB). O tucano apresentou na última terça-feira (7) o resultado de uma auditoria revelando um rombo de R$ 445,3 milhões deixados por Puccinelli no fim de sua gestão. Leia mais clicando aqui.
O encontro da bancada aliada a Puccinelli foi realizado por volta das 7h e participaram além de Puccinelli os deputados estaduais Márcio Fernandes (PtdoB), Eduardo Rocha (PMDB), Antonieta Amorim (PMDB), Renato Câmara (PMDB), Lídio Lopes (PEN). O presidente regional do PMDB e da Assembleia Legislativa, deputado estadual Junior Mochi (PMDB) não participou da reunião pois está fora da cidade.
Segundo Márcio Fernandes, Eduardo Rocha solicitou cópia do relatório completo de Reinaldo - para avaliar as acusações - direto ao chefe da Casa Civil, Sérgio de Paula, que ficou de dar um retorno ainda hoje ou até amanhã.
O parlamentar adiantou ainda que alguns pontos que serão contestados. “A questão dos consignados, o governo anterior entende que tem até o dia 20 do mês subsequente para fazer o pagamento assim como acontece em todos os outros estados e sempre ocorreu em MS”, frisou Márcio Fernandes. O relatório aponta uma dívida de R$ 143 milhões deixadas por Puccinelli referente ao pagamento dos empréstimos consignados e a previdência dos servidores públicos estaduais.
Sobre os demais valores apontados no relatório, o deputado disse que pode ter ocorrido erro de avaliação. “Tem outros fatos que a gente precisa do relatório para contrapor. Estamos fazendo nosso papel, pois a população precisa saber a verdade. É só isso. Às vezes é só um erro de interpretação”, argumentou.
Questionado sobre as obras paradas e outros problemas apontados na auditoria, Márcio Fernandes insistiu que somente com o relatório, os defensores de Puccinelli poderão contrapor as afirmações.
“Tem 30 e poucas obras que não foram dadas ordem de serviço. Isso também não foi contabilizado pelo governo anterior. Não tem como dar uma resposta mais concreta porque ainda não tivemos acesso aos relatórios. Precisamos dos documentos para provar verdade”, frisou o parlamentar.
Márcio disse ainda que Puccinelli está tranquilo e que garantiu para os aliados que não tem nada de errado e que podem estar ocorrendo apenas diferenças de interpretação.







