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Política

Desconhecidos ameaçam senadores que votaram contra projeto de Bolsonaro

Eles foram contrários à flexibilização do porte de armas; presidente do Senado reagiu

17 junho 2019 - 10h02Por Celso Bejarano, de Brasília

Senadores que defendem a derrubada do decreto do governo de Jair Bolsonaro (PSL), que facilita o porte de armas, foram ameaçados, segundo notícia divulgada na agência Senado.

A resposta foi imediata: o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), afirmou na sexta-feira (14) ter ficado indignado com as notícias de que senadores estão sendo ameaçados por defenderem a derrubada do decreto que flexibiliza o porte de armas (Decreto 9.785/2019).

Na visão do presidente, diz a agência, é no mínimo preocupante que o direito e o dever do exercício da atividade parlamentar, legitimado pelo voto do povo, “sejam restringidos por meios covardes e, inclusive, de flagrante injustiça e afronta à segurança dos parlamentares”.

Davi ainda disse esperar que os que cometem esse tipo de crime repensem seus atos que pesam não só contra a pessoa de cada parlamentar, mas contra a própria manifestação democrática.

— Como presidente do Congresso, tomarei as providências necessárias para garantir a proteção e a liberdade de expressão constitucional e política de cada legislador — declarou Alcolumbre, por meio do Twitter e de nota pública.

Um dos articuladores para a suspensão do decreto das armas, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) denunciou que recebeu ameaças por telefone e por meio de mensagens no WhatsApp.

Ele registrou um boletim de ocorrência na quinta-feira (13). O projeto (PDL 233/2019) que pode suspender o decreto das armas, de autoria de Randolfe, deve ser votado no Plenário do Senado nesta terça-feira (18).

— Não vão nos intimidar! As ameaças traduzem o desespero das milícias digitais de Bolsonaro e reafirmam a importância do nosso trabalho contra o atraso civilizacional e os retrocessos representados por este governo! — afirmou Randolfe, pelo Twitter