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Política

Desembargador acata denúncia e manda prender Olarte e João Amorim

01 outubro 2015 - 07h46Por Rodson Willyams e Vinícius Squinelo

O desembargador Luiz Cláudio Bonassini, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, acatou o pedido de prisão, impetrado pelo Ministério Público Estadual, contra o prefeito afastado Gilmar Olarte e do megaempresário João Amorim.


A decisão foi confirmada no início da manhã desta quinta-feira (1), e oficiais de Justiça já procuram Olarte e Amorim.


Já o pedido de afastamento dos parlamentares Coringa (PSD), Carla Stephanini (PMDB), Carlão (PSB), Edil Albuquerque (PMDB), Edson Shimabukuro (PTB), Eduardo Romero (PTdoB), Flávio Cesar (PTdoB), Chiquinho Teles (PSD), Gilmar da Cruz (PRB), João Rocha (PSDB), Jamal Salem (PR), Airton Saraiva (DEM), Otávio Trad (PTdoB), Paulo Siufi (PMDB), Vanderlei Cabeludo (PMDB), Delei Pinheiro (PSD) e Chocolate (PP) foi negado.


Os pedidos de prisão ocorrem após a Operação Coffee Break, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que investiga compra de votos para a cassação de Alcides Bernal.

Peça chave - O Top Mídia News teve acesso ao depoimento em que Fabiano de Oliveira Neves, guarda municipal e motorista do prefeito afastado Gilmar Olarte, entregou ‘de bandeja’ ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) as articulações e o oferecimento de vantagens visando a cassação de Alcides Bernal do cargo de prefeito de Campo Grande. Ele apontou que uma chácara e a casa de vereadores eram usados como pontos de encontro desde meados de 2013, para as nomeações.


O depoimento de Fabiano é considerado chave na denúncia apresentada pelo Ministério Público Estadual, que pede a prisão de Olarte, do empresário João Krampe Amorim. 


Conforme a denúncia, impetrada no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul, Fabiano afirma que, antes mesmo das eleições de 2012, tinha sido acertado, que em caso de vitória de Bernal, Olarte acumularia o cargo de vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciências, Tecnologia e Agronegócio (Sedesc). Bernal ganhou, assumiu o cargo, mas não nomeou Olarte no cargo.


Na visão de Fabiano, neste momento “deu-se início articulações” para a queda de Bernal. "O fato é que Gilmar teria se comprometido com empresários a honrar pagamentos que não estavam sendo realizados por Alcides Bernal", afirma a denúncia do MPE.


Fabiano confirmou que "presenciou reuniões na chácara realizadas com empresários, que na maioria das vezes esses empresários reivindicavam a Gilmar Olarte pagamento que não estavam sendo realizados por Alcides Bernal".