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Política

04/02/2015 08:39

Dia D: vereadores decidem hoje se abrem CPI dos Tapa-Buracos

Legislativo

Os vereadores da Câmara Municipal decidem, nesta quarta-feira (4), se abrem ou não a CPI (Comisão Parlamentar de Inquérito) dos Tapa-buracos para apurar possíveis irregularidades cometidas por empresas que prestam serviços cobrindo buracos “fantasmas” em ruas e avenidas de Campo Grande.  Um requerimento deve ser apresentado hoje pelo vereador pedetista Paulo Pedra à Casa de Leis. Porém, o parlamentar ainda depende de 10 assinaturas para instaurar a CPI.

Pedra afirmou que, desde a última semana, vereadores estão sendo pressionados pelo Executivo a retirar as assinaturas. “Pelo clima que eu senti, na última sexta-feira (30), eu tinha a sinalização de 18 assinaturas, mas devido à pressão feita pelo Executivo, acredito que chego a entre 12 a 14 assinaturas, o que é mais do que as 10 que preciso”.

Organização

Na segunda-feira (2), durante a primeira sessão ordinária do Legislativo municipal no ano, o vereador afirmou que já teria garantido seis assinaturas. “Tenho comigo os três parlamentares do PT [Marcos Alex, Thais Helena e Ayrton Araújo];do progressista Cazuza;do peessedebista José Chadid e de Luiza Ribeiro, do PPS”.

Ao ser questionado se o vereadores do PTdoB, Eduardo Romero, Otávio Trad e Flávio Cesar poderiam incrementar a lista, já que os parlamentares estariam descontes com a administração do prefeito Gilmar Olarte, do PP. Pedra afirmou que todos seriam bem-vindos. “O Romero seria uma grande aquisição para nós. Mas eu nãosei dizer. Vai depender de como vai ficar o quadro para este ano”, comentou o pedetista.

A parlamentar Luiza Ribeiro, do PPS, revelou que a abertura da CPI será uma forma de apurar os arranjos feitos em licitações por administrações que antecederamOlarte e o ex-prefeito Alcides Bernal. Os contratos foram feitos durante a administração do ex-prefeito Nelson Trad Filho, do PMDB, a qual a vereadora integrava a gestão.  Ainda assim Ribeiro teceu duras críticas a Olarte.

“É uma gestão temerária e nós temos outras denúncias que não são só os tapa-buracos, por isso, a importância da CPI. E acredito que deve retroagir pelo menos cinco anos e esse será o nosso primeiro desafio nesta primeira semana de trabalhos”, comentou a parlamentar.

Para o vereador Chiquinho Telles, do PSD, é preciso ter paciência quando se fala em abertura de CPI. “Nós fomos pacientes na época do Alcides Bernal. Nós temos a Comissão de Obras da Casa de Leis que pode convidar o secretário da Seinthra, Valtemir de Alves Brito e o funcionário que foi demitido durante uma Audiência Pública. Só com os documentos que alegam, ela nasce morta e pela audiência dá pra queimar algumas etapas”.

No entanto, se depender do presidente da Comissão de Obras, a CPI não sai do papel. “Não háelementos suficientes para a criação para isso. A secretaria faria uma auditoria, o Ministério Público Estadual já está cuidando disso. O prefeito já tomou as providências, ele não tem culpa,a empresa foi suspensa e o funcionário foi demitido. Então as providências já foram tomadas”.

Pedra explica que além dos documentos e o vídeo em que aparece o funcionário tampando buraco fantasma em uma rua no Parques dos Poderes já são provas suficientes para o requerimento ser aprovados pelos demais pares. “Precisamos saber como é feita a medição e contratar técnicos para que possam assessorar a CPI. A Câmara tem função de investigar e fazer a sua parte. O que se gastam com tapa-buracos dá para recapear metade da cidade”, comentou.

A população cobra os parlamentares e abre um grande questionamento sobre o caso afirma a vereadora Thais Helena, do PT. “A prefeitura demitiu o servidor que estava apenas cumprindo uma determinação. Mas quem assina a ordem de serviço? É a Seinthra. A ordem de serviço passa por alguém que assina a execução. Essas informações a gente precisa saber do secretário”, comentou.

Para finalizar, a edil Carla Stephanini, não afastou a possibilidade do PMDB se juntar a CPI. Em 2014, o partido foi o principal aliado de Gilmar Olarte. “É uma discussão que essa Casa tem que enfrentar. Nós sabemos que antes da CPI temos outros instrumentos que nós podemos recorrer. A gente não tem que afastar nenhuma possibilidade de instrumentos que essa Casa pode dar a uma resposta efetiva a sociedade campo-grandense e ao nosso país, considerando que foi uma repercussão nacional o que aconteceu aqui”, finalizou.

O presidente da Câmara, Mario Cesar, do PMDB, chegou a declarar ontem (2) que a empresa não teria culpa e que estava disposto a chamar o secretário da pasta para prestar esclarecimento.  

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