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Camara - marco

Divisão foi positiva para os Estados irmãos

36 anos

10 OUT 2013
Juliene Katayama
11h40min
11 de outubro de 1977, Ernesto Geisel assinou o decreto-lei que criava MS. Foto: reprodução

O deputado estadual Onevan de Matos (PSDB) que atua desde o início da divisão do Estado enfatizou a situação precária de Mato Grosso do Sul há 36 anos. Para ele, a divisão de Mato Grosso que originou Mato Grosso do Sul foi positivo para os dois Estados. "Foi excelente, na minha opinião", ressaltou. 

Em decorrência da grande extensão territorial, problemas de infraestrutura, comunicação, economia e atividades cotidianas eram comuns na vida da população da região Sul.

"O Estado naquela época não existia nada de estrutura. A estrutura era quase que zero, não tinha nada. Então, a partir dali partiu toda estruturação do Estado que hoje é. Os 36 anos, mas eu considero 34, a partir da instalação o Estado se desenvolveu em todos os setores, mas se desenvolveu muito porque não tinha nada", relembrou o parlamentar.

Melhoria - Após a formação dos Estados irmãos, melhorou o desenvolvimento significativamente. "Área territorial que se emancipa só tem a ganhar e o Estado com o desmembramento do Estado Uno criando MS a região sul se desenvolveu. A bem da verdade é que o Norte também se desenvolveu, isso é natural. Acho que pro Norte foi bom porque até administrativamente ficou mais fácil", afirmou.

Onevan lembrou de quando chegou em Naviraí, município ao sul de Mato Grosso, em 1975,  atuou como advogado, e a falta de infraestrutura e a distância da capital Cuiabá dificultavam seu trabalho. " A comarca existia em Naviraí, mas faltava juiz, promotor, eu atuei por várias como promotor a doc da comarca. Ações, recursos, apelações, habeas corpus tinha que se deslocar a Cuiabá para ir ao Tribunal. Os prazos você tinha que correr atrás", pontuou.

Dificuldades - Como advogado criminal, constatou a superlotação da cadeia que ficava em Caarapó. "Analisando a situação eu atuei naquela área (criminal) impetrando habeas corpus em Cuiabá. Dezenas de presos com direito à liberdade, mas não estavam por falta de assistência jurídica. Veja a dificuldade: de Naviraí para Cuiabá eu gastava um dia, saia cedo para chegar à noite", relatou.

Outra dificuldade era a comunicação, para se fazer ligação telefônica, Onevan tinha que ir de Naviraí e percorrer 140 km até Dourados ou ir ao Estado vizinho, Paraná. "Na minha região lá no sul (do Estado) para se fazer uma ligação tinha que ir até Dourados e falar num PS (Posto de Serviço) ou ir para o Paraná. Esse atraso era no Estado todo, inclusive Campo Grande", explicou o deputado.

O parlamentar ressaltou ainda que as rodovias eram de péssima qualidade o que tornava a viagem mais longa. "Asfalto só existia da BR-163 para São Paulo, descendo até Dourados era pavimentada, de Dourados para baixo nem meio metro de asfalto para Ponta Porã, Amambay, Nova Andradina".

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