Pelas contas do governador André Puccinelli (PMDB), dos 26 votos que representaram o Estado na convenção do partido realizada nesta terça-feira (10), em Brasília, seis foram contra a aliança entre o PMDB e o PT. Os parlamentares que votaram contra foram Geraldo Resende e Fábio Trad, este último irmão do pré-candidato ao Governo do Estado, Nelson Trad Filho que concorre pela sigla e apóia a pré-candidatura de Eduardo Campos (PSB), à presidência da República.
Em evento de entrega de casas realizado na manhã desta quarta-feira (11), o governador explicou que Fábio Trad e Geraldo Resende possuíam cada um deles três votos, onde a soma totalizou seis votos contrários. "Respeitamos democraticamente eles. Os outros, totalizando 20 votos, incluindo os meus dois, os três do [Waltemir] Moka e mais os dos suplentes que nós levamos formou o resultado PMDB-PT e pró-Dilma, com o Michel Temer de vice. No total chegamos a 398 votos".
Puccinelli também revelou que já havia um acordo celebrado com o vice-presidente do Brasil caso houvesse infidelidade partidária no Estado, com apoio a outro candidato à presidência. "O Michel Temer é um gentleman, ele antecipou a confiança em nós. E nós assumimos com ele esse compromisso. Então, a recíproca é verdadeira na questão de que não tendo fidelidade partidária e fechamento de questão nós o apoiaríamos. [Agora em relação ao Estado] aqui se faz o que a consciência de cada um permitir", ressaltou.
Embora o vice-presidente não receba voto, o governador afirmou que vota em Temer por meio da presidente Dilma Rousseff. "Vou votar na Dilma porque ela não deixou que integrantes do PT bloqueassem o meu empréstimo. Ela deu uma ordem para que liberassem [os recursos]. A Dilma foi magistrada fez Justiça para o Estado. Como que eu poderia ser ingrato com ela? A minha campanha vai ser simples, vou pedir voto para ela".
Racha - Mesmo indo contra a decisão do principal pré-candidato do seu partido, Puccinelli voltou a negar que haja um racha. "Muitos apostam na fratura e na divisão do PMDB, mas hoje ele é o maior partido do Brasil. Depois das eleições, dissidentes e não dissidentes vão se unir porque teremos candidato próprio para presidente da República em 2018".
Durante o encontro regional do PMDB, na qual foi celebrada a intenção de aliança com o PSB e que contou com a presença de Eduardo Campos, o governador anunciou horas antes que não compareceria ao evento e nem manteria reunião com quaisquer candidatos à presidência. No entanto, foi pessoalmente ao hotel onde estava Campos para cumprimentá-lo e o mesmo aconteceu com Aécio Neves (PSDB) que veio um dia depois à Capital.
Segundo Turno - Ao ser questionado sobre com foi a recepção ao pré-candidato tucano Aécio Neves, Puccinelli afirmou que ele não pediu apoio se caso houver um segundo turno. "Aécio não pediu apoio, mas antes disso, eu disse para ele ver a questão dos incentivos fiscais", se limitou a dizer. Já sobre o Estado, o governador apenas comentou "eu vou cogitar a apoiar ninguém", considerando a possibilidade que Nelsinho Trad não vença no primeiro turno as eleições.







