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Política

23/05/2015 14:57

Edil deixa liderança do prefeito e base aliada tem novas baixas

Em meio à crise financeira, o prefeito Gilmar Olarte (PP) perdeu, pela segunda vez, o líder de sua base aliada na Câmara Municipal e mais dois vereadores se declaram independentes, fragilizando ainda mais o suporte da administração progressista no Legislativo.

O vereador Edil Albuquerque (PMDB) confirmou hoje (23) os rumores de que deixaria a liderança da sustentação. Segundo ele, a mudança foi acordada em novembro do ano passado quando ele deixou a Sedesc (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, de Ciência e Tecnologia e do Agronegócio) para substituir o então líder, João Rocha (PSDB). “Expirou o prazo”, declarou.

Por diversas vezes, Edil afirmou que responderia pelos projetos do Executivo somente até que fossem aprovadas todas as propostas de doação de terreno para empresas cadastradas no Prodes (Programa de Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande). Nesta semana, ele recebeu diversas críticas dos colegas do partido por causa desse compromisso, deixando a situação insustentável.

Na Assembleia Legislativa, tanto Antonieta Amorim (PMDB) quanto Marquinhos Trad (PMDB) e Eduardo Rocha (PMDB) defenderam a entrega dos cargos. Conforme os deputados estaduais, o partido precisa ter coerência e a população não acreditará em independência enquanto os vereadores tiverem indicações na prefeitura.

Além de Edil, os peemedebistas Loester Nunes e Vanderlei Cabeludo declararam independência e não participam mais da base aliada. Ninguém confirma a interferência do ex-governador André Puccinelli (PMDB), mas uma reunião com a bancada estadual realizada nesta semana foi determinante para a decisão dos vereadores.

De acordo com Vanderlei, o ex-governador preferiu não influenciar na decisão, mas o aconselhou para tomar juízo e pensar na população. “Eu já sai da base. Não sou oposição, mas não vou ficar defendendo tudo que vem. Vou votar pelo que for melhor para Campo Grande”, justifica.

Loester informou que vai sair da base para acatar uma ordem do partido, sendo que fará o comunicado oficial na terça-feira (26). No entanto, ele revela que está descontente com a interferência da bancada estadual nos assuntos da Câmara, em especial por não ter participado da votação que culminou na cassação do ex-prefeito Alcides Bernal (PP).

“Quero deixar bem claro que eu não tenho nada a ver com entrada do Olarte. O PMDB foi um dos responsáveis pela queda do Bernal e responsável pela entrada do outro, mas agora está pulando fora. Eu não vou virar saco de pancada, nunca me apoiaram, mas para cobrar eles querem. Ficam dando a entender que a gente está lá por interesse próprio, ao invés de ficar cuidando do mandato deles”, desabafa.

O vereador Paulo Siufi (PMDB) mantém uma postura ambígua em relação à administração, sem confirmar se está na base aliada ou se segue os colegas na independência. Questionado sobre seu posicionamento, ele afirma que “depende de como você entende o que é base. Eu sou por Campo Grande e vou votar tudo que é bom para a cidade, mas nesse momento eu não vou ficar contra [o prefeito] porque ele está passando por dificuldade”.

Segundo ele, a crise atinge todas as esferas, tanto federal quanto estadual e municipal, mas o prefeito precisa ter uma postura, dialogar com as categorias e tomar providências para acabar com as greves, tanto dos médicos quanto dos professores. Ele argumenta que os problemas resultaram da falta de planejamento e da postura de secretários que “se acham donos da verdade”, mas que continua amigo de Olarte.

Siufi também elogia a demissão de cargos comissionados publicada no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) de ontem (22), entretanto, revela que aconselhou o secretário municipal de saúde, Jamal Salém, a entregar o cargo. "Ele preferiu ficar, me disse que não era o momento", informa.

Ao que parece, o vereador aguarda uma melhor definição do cenário político na Capital. “O meu partido está se colocando como desfavorável, mas acho que não é momento da gente colocar mais água em um barco que está afundando. Existe possibilidade desse barco não naufragar, mas parece que querem antecipar as eleições 2016”, conclui.

A presidente municipal do PMDB, vereadora Carla Stephanini, foi a primeira a declarar independência dentro da legenda, logo após as decisões dos vereadores Eduardo Romero (PT do B), Chocolate (PP) e Chiquinho Telles (PSD). Apenas a vereadora Magali Picarelli (PMDB) ainda não se pronunciou a respeito. A expectativa é de mais mudanças na próxima terça-feira (23), quando ocorre a sessão ordinária.

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