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Eleições: Giroto é carta na manga de André Puccinelli

Poder futuro

21 FEV 2014
Dirceu Martins
15h17min
Em caso de fracasso de Nelsinho, Giroto seria o futuro do PMDB

Acompanhado dos secretários Edson Giroto (Obras e Transporte) e Vantuir Jacini (Segurança Pública) na visita que fez na quinta-feira (20) aos diversos gabinetes de Brasília, em busca de investimentos de R$ 9 bilhões para o Estado, o governador André Puccinelli (PMDB) também participou de audiência com o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso para tratar sobre a construção de dois presídios em Mato Grosso do Sul.

Estas construções, um presídio feminino e outro masculino, permitirão alcançar a meta de acabar com a superlotação ampliando em mais 407 vagas no presídio feminino e 991 no masculino em terreno já disponibilizado pelo estado. Serão exigidos investimentos de R$ 51 milhões sendo que 20% serão contrapartida do Estado.

A equipe ainda esteve no Ministério da Integração social em busca de recursos para  a pavimentação de 265 quilômetros da MS Sul-Fronteira, entre os municípios de Aral Moreira e Mundo Novo.

Acompanhados dos senadores Moka (PMDB), Rubens Figueiró (PSDB) e dos deputados federais Fábio Trad (PMDB) e Vander Loubet (PT), em reunião no Ministério dos Transportes discutiram a viabilidade de ferrovias que liguem o Mato Grosso do Sul aos estados de São Paulo e Paraná.

Político latente

Mais que o fato de estar acompanhado, e só poderia ser assim, de seu secretário Giroto, André pretende manter seu potencial candidato para a próxima gestão municipal em destaque. De personalidade forte que se impõe sobre seus secretários evitando exposições individuais, abre exceção a Edson Giroto sempre que tem oportunidade.

É provável que André conte com a derrocada de Nelson Trad Filho, que respingaria em toda a família Trad, anulando-os temporariamente e, ciente da alteração de mando no Estado, cujos mandatários no governo estadual seriam o atual senador Delcídio do Amaral, ou improvável mas não impossível, o deputado federal Reinaldo Azambuja, e suportando a presença de Bernal no comando da Capital, o governador estaria arquitetando uma próxima candidatura Giroto para as eleições de 2016, com grandes chances de vitória em face ao desacerto administrativo de Alcides Bernal (PP).

Resta saber se a exposição forçada e o apadrinhamento de André, aliada ao fato de, longe do poder ficar distante do desgaste comum a todas as administrações, o nada empático Giroto consiga atrair a confiança e simpatia do eleitorado. Por enquanto, parece que André Puccinelli aposta que sim e pretende ganhar o jogo não com um blefe, mas com essa carta na manga.

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