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Política

Eleito na 'onda Bolsonaro', Tio Trutis quer fim de privilégio e invasão de terra como terrorismo

Loester Carlos disse que votação poderia ser superior, se não fosse as 'fake news'

19 outubro 2018 - 10h00Por Thiago de Souza

Eleito com 56.339 votos, o deputado federal Loester Carlos, o 'Tio Trutis' (PSL), garante que na dianteira de sua legislatura estarão projetos como corte de privilégios de parlamentares e tipificar a invasão de propriedade privada como ato de terrorismo.

Trutis não se surpreendeu com a votação expressiva, que o colocou na Câmara Federal. ''Esperava mais'', enfatizou. Ele disse que a 'onda Bolsonaro' o ajudou a ser eleito e revela que apoiadores já pediam sua candidatura há cerca de quatro anos.  

Sobre o que vai fazer no parlamento em 2019, Trutis faz uma separação entre o que são seus valores e quais serão seus projetos. Como valores, e que considera 'pautas inegociáveis', estão a preservação da propriedade privada, o projeto Escola Sem Partido e revogação do Estatuto do Desarmamento.

''Nós vamos votar e propor projetos acompanhando essa linha de raciocínio, que faz parte do conceito de ''conservadorismo de direita''.

Sobre o que chama de pautas pessoais, o carro-chefe de Trutis será o corte de privilégios da classe política, como 14º salário, auxílios diversos, entre eles o ''auxílio paletó'', e a favor do congelamento de salário das excelências. ''Porque não pode reduzir salário, é ilegal'', aponta Trutis.

Trutis foi eleito no que chama de onda Bolsonaro. (Foto: Reprodução Facebook)

Projeto que já tem quase pronto, garante Loester, é a criação de um prêmio para homenagear professores, principalmente da rede pública. Ele quer criar três categorias e dividir o valor do seu 13º salário para cada uma, na premiação que levará o nome de Heley Abreu, profissional morta ao tentar salvar crianças de um incêndio em uma creche em Janaúba (MG).

O novo deputado federal garante que o time ''Bolsonaro'' em Mato Grosso do Sul [Soraya Thronicke, ele e Capitão Contar] não usou fundos partidário e eleitoral.

''Gastei mais sapato e wi-fi do que dinheiro'', constata Loester, que acrescenta que cada voto seu custou dois centavos. A votação poderia ser maior, diz Trutis, não fosse o que ele chama de fake news divulgada pelos adversários.    

Trio Trutis, 36 anos, é empresário, humorista e formado em direito e administração pública. Em Campo Grande ele foi alvo de muitas polêmicas  ao intitular lanches e drinks de sua hamburgueria com nomes como Jair Bolsonaro e Donald Trump. Ele também arrancou ódio das feministas ao dar o nome a um drink com menor teor alcoólico de ''Drink de Mulherzinha''.