O vereador por Campo Grande, Vinícius Siqueira (DEM), postou um vídeo nas redes sociais pedindo autorização aos seus eleitores para fazer um curso que ensina a identificar fraudes em licitações, em São Paulo. Embora a maioria tenha concordado e elogiado, houve questionamento sobre a ida de mais duas pessoas, sendo um contador e uma advogada.
Segundo o parlamentar, os custos somente com inscrições chegam a R$ 4.500 (para os três), fora despesas com hospedagem e passagens aéreas. O curso é oferecido pela empresa Universo Licitações e acontece em março, na capital paulista, e deve durar, segundo anunciado, quatro dias.
Transparência
A falta de transparência no gasto do dinheiro público, no caso dos legisladores da chamada 'cota parlamentar' é um dos fatores que mais trazem desconfiança por parte dos eleitores. No caso de Vinícius, o limite para gastos com cursos, serviços e deslocamentos é de R$ 8,4 mil por mês.
Nessa terça-feira (31), a imprensa nacional descobriu que o deputado federal Carlos Marun (PMDB/MS) gastou R$ 1.242 da cota de atividade parlamentar para visitar o presidiário e ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), em um complexo prisional em Curitiba. Cunha foi preso no âmbito da Operação Lava Jato. Marun alegou que não percebeu o 'erro' e prometeu reembolsar a Câmara dos Deputados.
O pedido de 'autorização' de gastos ao eleitor é inédito em Campo Grande, segundo o vereador democrata. ''Se vocês me autorizarem eu peço que aí embaixo (nas reações) deem um 'joinha'. Quem acha que não é bacana gastar dinheiro com isso põe aquela carinha feia (faz careta)'', publicou Siqueira.
A publicação do vereador gerou 195 comentários no Facebook, em sua maioria de apoio pela iniciativa de mostrar transparência nos gastos. ''Dinheiro utilizado em uma finalidade muito útil, para a população e para a própria câmara... tem a minha aprovação'', escreveu um internauta.
Porém, outros não concordam com a geração desse tipo de despesa pelo fato de incluir os assessores do vereador. ''Mas pra quê seus assessores vão fazer curso de licitação? Eles não vão fazer compras para a Câmara, ou vão ver todos os editais da prefeitura?'' , questionou. Outro comentário também trouxe críticas a ida de assessores. ''Desde que o Sr. Vá com seu salário pois ganha muito bem. Assessor nada ver, eles têm que ir para os bairros fiscalizar e ouvir as reivindicações dá população''.
Teve internauta que também fez sugestão e disse que a empresa onde trabalha traria o mesmo curso para Campo Grande, em maio, porém não foi respondida. ''Oi, Vinicius. A empresa que trabalho vai trazer esse mesmo curso no mês de maio para Campo Grande. Além de prestigiar uma empresa da cidade, os seus gastos com passagens e hospedagem se tornarão inexistentes''.








