Candidato à presidência nacional do PT, Rui Falcão, participou, nesta quinta-feira (26), de agenda em Campo Grande. Ele faz campanha por um segundo mandato no partido. Em entrevista, o deputado federal comentou que a legenda precisa avançar entre evangélicos e nas redes sociais.
O parlamentar concorre com outros três candidatos, inclusive com Edinho Silva, que é apoiado pelo presidente Lula. Questionado sobre a pouca presença nas periferias, Rui justificou que isso decorre, não por falta de simpatizantes, mas por apatia institucional do PT.

Rui diz que projeto do PT é reeleger Lula em 2026 (Foto: Marcos Maluf)
Fé e política
Em relação aos cristãos evangélicos, o presidenciável petista explicou de que maneira é possível se aproximar desse nicho religioso.
''... o primeiro passo é não ter nenhum tipo de discriminação em relação a nenhuma religião e nem com quem não tem nenhuma religião’’, comentou Falcão, que já foi presidente do PT por sete anos. A liderança disse observar preconceitos contra religiões de matriz africana e também é contra a ideia de chamar evangélicos de ''atrasados'' ou de ''direita''.
Falcão explicou que é preciso dialogar com os evangélicos como cidadãos e cidadãs que têm que ter os mesmos direitos e as mesmas necessidades, como políticas de segurança pública, escola e lazer.
''É por isso que o PT tem de estar presente nesses territórios''. Em outro trecho, o dirigente deseja:
''Por mim, construiria um diretório do PT ao lado de cada igreja''. No entanto, ponderou que há aqueles religiosos que abrem seus ministérios nas periferias e que são diferentes dos chamados ''gigantes'', citando indiretamente o conferencista Silas Malafaia e o Bispo Edir Macedo.
''Esses são pessoas que transformam a religião como meio de ganhar dinheiro'', refletiu o candidato. Por outro lado, Rui comentou que a solidariedade é algo comum entre os evangélicos.

Kemp diz que PT tem setorial evangélico (Foto: Marcos Maluf)
MS
Sobre o universo protestante em MS, Pedro Kemp lamentou que, atualmente, existe um fundamentalismo religioso, com discurso que atribui a esquerda ao mal e quem é de direita está ao lado do ‘’bem’’, de Deus, da pátria e da família.
O deputado estadual, que é candidato à presidência do diretório municipal do PT de Campo Grande, comentou que o discurso de ódio e separação foi muito forte no governo Bolsonaro.
''Alguns pastores [referência a Malafaia e Edir Macedo] utilizaram muito isso para fazer campanha dentro das igrejas, contra o nosso projeto'', detalhou Kemp, antes de citar que chegou a ser agredido até mesmo em uma igreja católica, por causa de política.

PT terá eleições no dia 6 de julho em todo o País (Foto: Marcos Maluf)
Propostas
Kemp diz que o partido tem a proposta de dialogar com todas as manifestações religiosas.
''Dialogar com quem quer nos ajudar a construir esse projeto de transformação brasileira'', garantiu o deputado. Ele detalhou que o Partido dos Trabalhadores de MS tem um setorial de evangélicos petista, citando Camila Jara.
''Na campanha de 2022, nós organizamos aqui um comitê de evangélicos que apoiam o PT e o presidente Lula. Essa é nossa postura. Não de manipular as religiões politicamente, mas dialogar com quem professa uma fé sobre o nosso projeto político'', refletiu novamente.
A eleição para as presidências e membros dos diretórios do PT em todo o País acontecem no dia 6 de julho. Isso vale para os diretórios municipais, estaduais e o nacional. Em MS, o deputado federal Vander Loubet concorre à presidência estadual do partido.







